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Consumidor já sofre com reajuste dos combustíveis em Manaus

Apesar do aumento para R$ 3,85, é possível encontrar, em outros postos de combustíveis, a gasolina sendo vendido ao preço entre R$ 3,39 e R$ 3,59 - foto: Diego Janatã

Apesar do aumento para R$ 3,85, é possível encontrar, em outros postos de combustíveis, a gasolina sendo vendido ao preço entre R$ 3,39 e R$ 3,59 – foto: Diego Janatã

Um dia após o anúncio do novo aumento no preço da gasolina, o consumidor manauense foi surpreendido com o litro do combustível sendo vendido a R$ 3,85 em alguns postos da capital amazonense. A alta nos preços em Manaus veio na esteira do reajuste anunciado pela Petrobras no último dia 29.

O aumento em Manaus era esperado para o próximo dia 3, pois os empresários afirmavam que iriam esperar o término do estoque atual. Mas não foi o que aconteceu. Ontem (1º) já era possível encontrar o combustível sendo vendido mais caro.

Para o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcool e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicam), Geraldo Dantas, o novo aumento irá prejudicar os empresários, pois o primeiro impacto, segundo ele, será a queda nas vendas de combustíveis. “Infelizmente, não têm como segurar o preço. Esse aumento é um repasse da Petrobras e os postos não tem como manter. Para o dono é ruim, por causa do consumo que cai”, disse Dantas.

No início desta semana, alguns postos de Manaus realizaram uma promoção onde o preço do combustível foi para R$ 3,39.

Reclamações

A mudança de preço pegou alguns consumidores de surpresa. Esse foi o caso do funcionário público Andrey Farache, 24, que lamenta o aumento, pois causará impacto no orçamento mensal.

“O momento não é nada favorável a qualquer tipo de aumento que vá gerar despesa para a sociedade, sobretudo, aumento na gasolina que é essencial no dia a dia. Com o novo preço, terei que me readequar”, disse Farache, que utiliza o carro para ir e voltar do trabalho.
Setor teme queda nas vendas

De acordo com informações do vice-presidente do Sindicam, o aumento no preço final do combustível não é lucrativo para os donos de postos de gasolina. Segundo Geraldo Dantas, o reajuste gera uma “bola de neve” e influencia no aumento de outros produtos e serviços, só não no salário dos trabalhadores.

“Não é lucrativo. Não conseguimos segurar o preço, pois é difícil. O salário do cliente não aumenta. Toda vez que ocorre alta nos combustíveis, a venda cai. Infelizmente, essa é uma realidade. Arcamos com o prejuízo da venda. Nesse tempo, o custo operacional não cai. Tem a luz, tem a folha de pagamento, as taxas de licenciamento ambiental, impostos e dissídio, entre outras despesas. A margem nossa de lucro fica menor. O que se ganhava há três anos, não se ganha hoje”, citou Dantas.

Beneficiado

Para ele, o governo federal é o único beneficiado pelo aumento. “Vai impactar em outros lugares como no supermercado e no transporte público, por exemplo. Só quem ganhou foi o governo. A Petrobras vai ganhar mais. Nós, consumidores, não ganhamos nada”, finalizou.

Apesar do aumento para R$ 3,85, é possível encontrar, em outros postos de combustíveis, a gasolina sendo vendido ao preço entre R$ 3,39 e R$ 3,59.

Por Thiago Fernando

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