Economia

Consumidor amazonense terá aumento retroativo de energia

Os amazonenses vão pagar mais caro pelo consumo de energia elétrica ainda neste mês, quando virá o reajuste aplicado a partir das bandeiras tarifadas retroativo de maio a julho deste ano. A cobrança começará a ser feita a partir de gosto deste ano, quando o consumidor vai pagar 50% do valor que não foi cobrado no mês de maio, parcelado em seis vezes. Além disso, está previsto para o mês de agosto 5% de reajuste da tarifa de energia.

O sistema elétrico de Manaus, que integra os municípios de Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo, foi incorporado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), em 1º de maio de 2015. Após as conclusões das obras, o Amazonas passou a ter os mesmos benefícios e encargos dos demais consumidores de energia elétrica no país.

Em junho deste ano, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, vetou a cobrança da implantação da bandeira tarifada ao consumidor amazonense, que seria cobrada a partir de 1º de maio. Entretanto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a questão era política e que o ministro queria evitar que o custo fosse repassado para sua base eleitoral.

Segundo o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (Comdec-CMM), vereador Álvaro Campelo (PP), uma reunião será realizada hoje, às 11h, com os representantes do Ministério Público Estadual (MPE-AM), do Ministério Público Federal (MPF), do Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procom-AM) e da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) para tratar do assunto. “Vamos entrar com ação para evitar a cobrança retroativa dos meses de maio, junho e julho que virá na conta de agosto deste ano até dezembro de 2016. A resolução da Aneel justifica isso, mas essa resolução não pode sobrepor à lei, ou seja, ao Código de Defesa do Consumidor”, afirmou.

Abuso

Para o engenheiro civil Artur Silva de Oliveira, 42, o reajuste no setor elétrico é abusivo. Segundo ele, o consumidor pagará uma conta que não fez.

“Não concordo com esse aumento absurdo. Vamos tampar um roubo que eles mesmos cometeram. Daqui a pouco vamos ter que trabalhar só pra pagar impostos em vez de comprar comida”, declarou.

Um aposentado de 70 anos, que preferiu não divulgar o nome, informou que, com o aumento dos impostos, é o pobre quem paga o “pato”. “Para não termos o nosso orçamento apertado, consumimos pouca energia. Com mais um aumento será difícil pra quem vive de aposentadoria”, disse.

Por Josemar Antunes

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