Economia

Consultoria prevê queda de 1,2% dos salários reais dos brasileiros em 2016

Em 2016, o salário médio brasileiro deve subir 7,7%, 5,2% mais que a média mundial, de 2,5%. Mas, com a retração da economia e a previsão de aumento da inflação, a tendência é que, em vez de ganhar, os assalariados do Brasil percam 1,2% de seus salários reais no próximo ano.

Os números fazem parte de um estudo mundial da consultoria financeira e organizacional norte-americana Korn Ferry Hay Group, com pesquisas em 73 países. O estudo da consultoria para 2016 desconsidera os números da Ucrânia e da Venezuela. Com previsão de hiperinflação de 122,6% e 48,3%, respectivamente, os dois países distorceriam demais o estudo se inseridos na curva de análise.

O fenômeno da perda de poder aquisitivo se repete em outros países da América Latina, região cujos trabalhadores devem perder 1,4% dos seus salários. Na Argentina, os aumentos salariais chegam a 31%, mas, na prática, as rendas reais só aumentam 3,6%.

Na Venezuela, a despeito do aumento de 70% nos ordenados, os salários reais devem cair 52,6%, devido à inflação esperada de 122,6%.

Na América do Norte, a inflação baixa (0,3%) proporcionará aos trabalhadores um aumento de 2,7% na renda real. No Canadá, o os salários aumentam 2,6%, com um crescimento real de 1,3%. Na maior parte da Europa, o balanço também é positivo, com inflação de 0,5% e aumento médio do salário real de 2,3%.

Reino Unido, França e Alemanha terão, respectivamente, aumentos de 2,3%, 1,9% e 2,9%. Até mesmo na Grécia, cenário recente de grave crise econômica, os salários vão aumentar 2%. Como o cenário grego é de deflação, os aumentos salariais reais serão de de 3,4% em 2016.

Na Ucrânia, a crise política deve reduzir o poder de compra em 36,8%. Na vizinha Rússia, a queda será de 7,5%, índice bem pior que a queda verificada em 2015, de apenas 0,7%.

TIGRES ASIÁTICOS

Os maiores crescimentos de salários reais em 2016 serão na Ásia. A média continental de aumento real será de 4,2% – valor mais alto do mundo. Vietnã (7,3%), China (6,3%) e Tailândia (6,1%) puxam a fila. Apesar da desaceleração econômica, os chineses terão um aumento salarial de 8% em 2016. Na Índia, o aumento real do poder de compra atingirá 4,7%.

No Oriente Médio e África, a tendência é o aumento dos salários reais em 3,8% e 1,6%.

O Líbano, com 11,5% de aumento real, e a Jordânia, com 5,3%, são os primeiros da lista. O único país africano entre os verificado pelo estudo com previsão de queda de salário real é o Egito, com perda prevista de 0,4%.

Por Folhapress

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