Economia

Construtoras miram nos projetos de alto padrão no Amazonas

A construtora Colmeia investe em empreendimentos cujos valores de apartamentos chegam a custar R$ 2 milhões – foto: divulgação

A construtora Colmeia investe em empreendimentos cujos valores de apartamentos chegam a custar R$ 2 milhões – foto: divulgação

Apesar da crise econômica que afeta diretamente as vendas de apartamentos, algumas empresas apostam na construção de empreendimentos de alto padrão voltados para a classe A em bairros nobres de Manaus.

Com 27 anos de presença em Manaus, a construtora Colmeia é uma dessas empresas que se sentem atraídas pelo mercado manauense, quase três décadas depois de aportar na capital amazonense.

Segundo o presidente do grupo, Otacílio Valente, o mercado está mais seletivo e o ideal é investir em empreendimentos exclusivos.

“Continuamos a investir em empreendimentos para a classe alta. Esse é o publico que, nesse período de crise, sofre menos. Provavelmente, as classes média e baixa possuem mais dificuldades, por este motivo, focamos nesse público classe A”, conta o executivo.

A construtora Colmeia tem prédios em áreas nobres como nos bairros Ponta Negra e Adrianópolis. Os valores de seus apartamentos variam de R$ 350 mil a R$ 2 milhões.

Expansão

Conforme Valente, há a possibilidade de a construtora chegar ao município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), onde, nos últimos meses, alguns condomínios têm sido construídos destacando como diferencial o contato com a natureza. “É uma possibilidade. Vamos pesquisar e quem sabe poderemos investir lá também”.

Para Valente, o segmento continua em crise, mas é importante que os empresários pesquisem e sejam ousados para investir em condomínios luxuosos em áreas nobres da cidade. “Todas as atividades econômicas estão em declínio, mas o mercado tem que continuar a atuar. Precisamos ter o juízo de não fazer investimentos duvidosos e pesquisar antes de investir porque há redução da demanda”, diz.

Apesar da queda nas vendas no cenário nacional, Valente não acredita em campanhas que ofereçam descontos para aquecer as vendas. “Existe de fato uma redução de preços em algumas empresas que estão com dificuldade de vender, seja por superoferta ou porque o produto delas estava muito alto. Mas, não acredito que essa possibilidade aconteça conosco, pois nossos preços já eram equilibrados”.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Leite, o mercado da construção civil passa por dificuldade há uns 3 anos.

Neste ano, a perspectiva de crescimento era de 1%, mas piorou com o passar dos meses. “A crise cresceu. Agora acreditamos que o setor não vai crescer nada até o fim do ano”, disse.

Mesmo com crise, Lopes acredita que este é um bom momento para investir. “Há empresas dando descontos de R$ 350 mil”, lembra o presidente do Sinduscon-AM.

Por Alik Menezes

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