Dia a dia

Construção de poços artesianos em empresas e condomínios é liberada em Manaus

                     Com a nova medida, fica liberado o uso de poços artesianos – Divulgação

 

A restrição para construção de poços artesianos em empresas ou condomínios residenciais imposta pela concessionaria Manaus Ambiental foi derrubada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH). Com a nova medida, fica liberado o uso de poços artesianos nesses locais na capital.

De acordo com o deputado estadual Dermilson Chagas (PEN), a concessionária tinha competência para proibir o uso de poço tubular como fonte alternativa de água subterrânea.

Ao identificar a gravidade da questão, o parlamentar encaminhou a problemática para o presidente do CERH e também secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Ademir Stroski, que logo em seguida convocou uma reunião da câmara técnica para analisar o assunto.

“Não se pode ignorar que uma resolução de conselho estadual não se sobrepõe a uma norma federal. É inadmissível que uma simples resolução possa proibir algo que a norma federal não proíbe. É uma vitória da população da cidade de Manaus e de toda a região metropolitana, que seria severamente prejudicada com a norma revogada. Agora está garantida novamente a abertura de novos poços, que são admitidos como uma fonte alternativa de água”, disse o parlamentar estadual.

Na ocasião, Chagas relatou que a Manaus Ambiental aproveitou -se do erro cometido pelo CERH, para emitir notificações às empresas do Polo Industrial de Manaus, além de condomínios e todas as propriedades que possuem estrutura de poços artesianos, ameaçando fechá-los ou assumir a posse de sistemas hidráulicos alheios.

Conforme ele, a concessionária chegou inclusive a instalar hidrômetros para vender uma água que não é dela, e sim do Estado, usando sistemas que também não pertencem à empresa, e sim de quem os construiu.

Por fim, o deputado revelou que ainda haverá mais debate sobre a atuação da Manaus Ambiental na cidade, principalmente para discutir suas pretensões que tendem prejudicar a população.

Dermilson Chagas destacou que uma das intenções da concessionária seria de obstruir mais de cem poços que ela recebeu da Prefeitura de Manaus, apenas para administrar e ganhar dinheiro de empresas e donos de poços.

Gerson Freitas
EM TEMPO

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