Economia

Construção civil prevê alta de 5% com FGTS

As obras públicas deverão impulsionar a construção civil no Amazonas – fotos: Ione Moreno

Após uma semana da liberação dos saques da primeira remessa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), a construção civil no Amazonas tem expectativa de crescimento de 5% nas vendas a partir do segundo semestre deste ano. Para representes do setor, as indecisões políticas ainda são fatores que prejudicam bastante o mercado imobiliário.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, por enquanto, o setor de construção civil não sentiu melhoras com o início dos saques do FGTS. Segundo ele, a expectativa é boa para as pessoas que têm dívidas no mercado imobiliário e poderão quitá-las com o recurso extra.

O presidente do Sinduscon explicou que o setor queda de juros da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) entre 8% e 9%. A redução, segundo ele, consequentemente impulsionará o setor, uma vez que vai gerar valores mais baixos nas prestações. “As coisas tendem a melhorar, pois o governo começará resolvendo os problemas da Previdência e as questões trabalhistas. Em termo de percentual, a expectativa gira em torno de 3% a 5%, em comparação ao ano passado”, disse.

Para o empresário Joaquim Auzier, ainda é muito cedo para se ter alguma movimentação em relação ao crescimento do setor da construção civil pelo saque do FGTS. Segundo ele, o valor disponibilizado não é significativo para alavancar o setor. O empresário explicou que a melhoria deve ser sentida no setor de consumo de materiais de construção.

O valor, segundo Auzier, vai servir bastante para quitar alguma dívida. “O que acontece é que parou de descer, estamos no fundo do poço e o jeito é impulsionar e ir para cima. Ao nosso ver, não tem como ficar mais ruim do que já ficou”, comentou.

Para representantes do setor da construção civil no Amazonas, indecisões políticas ainda são fatores que prejudicam bastante o mercado imobiliário 

Obras públicas

O empresário disse, ainda, que o setor de obras públicas poderá alavancar a área de construção civil. De acordo com ele, o governador José Melo (Pros) prometeu investimentos em novas construções e infraestruturas.

A partir do mês de maio, deverão começar a sair os editais de licitação e no mês de agosto, aproveitando o período de verão, as construções poderão começar a alavancar. “O grande marco do governador me parece que vai ser a parte física do setor de educação, com construção de muitas escolas e reformas, e isso vai dar uma alavancada no setor de construção civil”, destacou o empresário.

Segundo semestre

Para o empresário Shell Neves, 36, o saque do FGTS deve melhorar pouca coisa no setor de construção civil. Ele explicou que, como o dinheiro extra está sendo retirado em parcelas, a economia no setor deverá começar a aquecer a partir do segundo semestre do ano.

Shell Neves explicou que os saques no FGTS trarão uma injeção na economia brasileira de R$ 12 bilhões ao mês, valor esse, segundo ele, que não pode representar muito para o tamanho do país.

O empresário conta que o rombo deixado pela crise econômica é muito grande, e a expectativa é que haja uma melhora, só a partir do segundo semestre, com a chegada do verão e o início do pagamento das parcelas do décimo terceiro salário. “Aqui na empresa, para eu me estabilizar, vou precisar de 2 a 3 anos. Para eu voltar ao meu patamar de comercialização tenho que aumentar 90% as vendas. Hoje, eu trabalho com uma venda final de apenas 10%, uma queda bastante significativa que teve início ainda no ano passado”, frisou o empresário.
Henderson Martins
EM TEMPO

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

To Top