Economia

Construção civil está estável no Amazonas e deve crescer a partir do ano que vem, aponta Sinduscon

Programas habitacionais populares são defendidos pelos empresários da construção civil no Estado - foto: arquivo/EM TEMPO

O presidente do Sinduscon declarou que não houve grandes demissões no Amazonas – foto: arquivo/EM TEMPO

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta sexta-feira que o nível de atividade da indústria da construção civil está menor do que o usual desde maio de 2012. Mesmo com 31,1 mil postos de trabalho a menos no país, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon), Frank do Carmo Souza, demonstra esperança para o setor nos próximos meses e aponta estabilidade que diferencia o Estado do restante do país.

O indicador de atividade variou dentro da margem de erro e atingiu, em agosto, 41,8 pontos, 0,5 ponto inferior ao registrado em julho. Apesar da queda, o indicador acumula alta de 8,5 pontos no ano, o que indica redução do ritmo de queda da atividade. A avaliação da Confederação é que o cenário permanece desafiador para a indústria da construção.

“Os dados nacionais não são, em total, a nossa realidade. Os dados locais são de estabilidade. Tivemos alguns resultados positivos nos últimos meses que nos permitiram manter empregos e novos lançamentos. A variação de contratação de emprego é muito igual. A situação no Amazonas está estável”, declarou ao ser questionado sobre os dados negativos do setor apontados pela CNI.

Enquanto as expectativas dos empresários no Brasil ainda continuam pessimistas, os empresários que atuam no Amazonas aguardam por resultados positivos para a realização de novos empreendimentos no último trimestre do ano. Frank do Carmo, mesmo sem citar dados que comprovem a estabilidade do setor no Estado, enfatizou que o aquecimento da economia e a movimentação política trouxe um novo ‘gás’ para aumentar o índice do nível de atividade.

“Durante as eleições, o setor fica mais parado mesmo. Mas estamos aguardando a reativação até o fim do ano. A liberação de investimentos do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e de outros projetos habitacionais tem dado novas perspectivas. O setor público também começou a retomar as obras paradas. Acredito que, devagar, as coisas começam a movimentar. No Amazonas os dados são positivos, demonstrando que a atividade está crescendo. O mercado vive uma realidade atual e vai andar numa velocidade menor, isso é fato. A verba está curta nos dois setores, tanto no privado quanto no público. Mas hoje já se tem uma evolução do setor”, analisou o presidente do Sinduscon.

Emprego x desemprego

A construção civil no país cortou 31,1 mil postos de trabalho em julho, o que significa queda de 1,13% no nível de emprego em relação a junho. No acumulado de janeiro a julho, foram fechadas 170,3 mil vagas. Em 12 meses, o número de empregos suprimidos soma 468,8 mil.

O presidente do Sinduscon declarou que não houve grandes demissões no Amazonas nesse período. Desde o início do segundo semestre, novas oportunidades e empreendimentos surgiram e garantiram os postos de trabalho na construção. Questionado sobre a previsão de abertura de novas vagas de emprego, Frank declarou que não há grandes previsões para este ano. Entretanto, disse que os empresários estão se esforçando para manter o quadro funcional e dar boas notícias no próximo ano.

Reunião com prefeituráveis

Representantes da construção civil no Amazonas vão participar de uma reunião com os candidatos à prefeitura de Manaus na próxima terça-feira (27), às 8h30, no Caesar Business Manaus, situado na Zona Centro-Sul da cidade. Eles devem discutir propostas para a elevação do setor e oficializar parcerias públicos privadas para ativar a economia. Na ocasião, eles também devem apresentar um projeto que visa planejar as obras da cidade em parceria com a instituição pública, o ‘Futuro da Minha Cidade’. O lançamento da proposta será feito no dia 6 de outubro, logo após o pleito eleitoral.

Por Bruna Souza

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