Economia

Construção civil continua a operar em baixa no país

Conforme a CNI, indicadores da construção civil cresceram na passagem do mês de junho para julho- foto: Marcio Melo

Conforme a CNI, indicadores da construção civil cresceram na passagem do mês de junho para julho- foto: Marcio Melo

A indústria da construção civil permanece operando abaixo do usual, mas o ritmo de queda da atividade e do número de empregados tem apresentado redução, avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a Sondagem da Indústria da Construção da CNI, divulgada ontem (22), os indicadores de atividade (42,3 pontos) e de número de empregados (39,7 pontos) cresceram 1,1 e 1,6 ponto, respectivamente, na passagem de junho para julho. “Apesar do aumento, os indicadores permanecem abaixo dos 50 pontos, o que indica queda do nível de atividade e do número de empregados em relação ao mês anterior. Quanto mais abaixo dos 50 pontos, mais intensa e disseminada é a queda”, disse a CNI, no boletim da sondagem.

A utilização da capacidade de operação passou de 56% em junho para 57% em julho. A despeito do aumento, o índice permanece 8 pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês.

Expectativas

Para a CNI, as expectativas dos empresários estão cada vez menos pessimistas. “Na passagem de julho para agosto, todos os indicadores apresentaram alta, tendência observada desde abril de 2016”, disse a CNI.

Os índices de expectativa do nível de atividade (46,1) e de novos empreendimentos e serviços (44,8) variaram 1,5 ponto e 3,4 pontos entre julho e agosto, respectivamente.

Na mesma base de comparação, os indicadores de expectativa de compras de insumos e matérias-primas (44,3) e do número de empregados (43,5) variaram 1,6 ponto e 1,5 ponto, respectivamente.

Os índices de expectativa variam de 0 a 100 pontos. Valores abaixo dos 50 pontos indicam expectativa de queda.

Investimentos

A baixa utilização da capacidade instalada e a fraca atividade da indústria da construção desestimulam os empresários a investir. “Embora tenha aumentado de 25,3 pontos em julho para 26,8 pontos em agosto, a intenção de investimento permanece muito baixa”, analisou.

Amazonas

A falta de obras tem causado demissões na construção civil, que foi o setor que mais perdeu trabalhadores no segundo trimestre de 2016, no Amazonas. Ao todo, foram 12 mil demissões registradas entre abril e junho deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os especialistas avaliam que faltam obras para absorver toda a oferta disponível no mercado local.  Por outro lado, novas linhas de crédito da Caixa Econômica Federal e novos projetos no setor público são a esperança para mais contratações para o segundo semestre deste ano.

 

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