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Construção civil amazonense perderá 6 mil empregos em 2015

Conforme o Sinduscon-AM, crise econômica do país tem afetado o setor da construção civil em todo o país, inclusive no Amazonas, onde as empresas fecharão, aproximadamente, 6 mil postos de trabalho em 2015 - foto: reprodução

Conforme o Sinduscon-AM, crise econômica do país tem afetado o setor da construção civil em todo o país, inclusive no Amazonas – foto: reprodução

Seguindo a tendência nacional – que estima perda de 508,2 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses -, a construção civil amazonense vai fechar mais um ano com queda na quantidade de ocupações nos canteiros de obras do setor.

Segundo o Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM), ao menos 6 mil empregos foram perdidos em relação a 2014.

Conforme dados da entidade, a tendência é que 2015 feche com menos de 70 mil postos de trabalho formais, recuo de 7,9% em relação ao ano passado, quando foram gerados 76 mil empregos.

De acordo com o presidente do Sinduscon-AM, Eduardo Lopes, o cenário é o retrato das condições criadas pela economia do país. Ele afirmou que, há um ano, o governo federal está com os pagamentos das obras do programa “Minha Casa, Minha Vida” atrasados, assim como nas construções do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O dirigente está pessimista em relação a 2016. “Deus quisera que pudesse melhorar, mas nada está sendo nada feito para que isso aconteça. A perspectiva é que seja ainda pior do que 2015, nada é feito para que esse cenário mude, que tenha uma retomada no crescimento e que cesse o desemprego”, apontou Lopes.

O proprietário da MCA Construções, Frank Souza, corrobora com a opinião do presidente do Sinduscon-AM sobre as razões que levaram a perda dos postos de trabalho na construção civil. Assim como Lopes, ele acredita que o ano de 2016 pode será de dificuldades, mas não como as enfrentadas em 2014 e neste ano.

O empresário aposta no aumento de investimentos federais e na melhora do mercado imobiliário. “O governo já agendou algumas obras em rodovias para o ano que vem. No Amazonas, não sei se terá alguma, não sei se essa verba chegará até aqui. A tendência é que melhore, principalmente se o setor obter financiamento mais em conta. O que se prevê é que vá avançar gradativamente. O começo de ano é sempre um momento favorável. No mercado imobiliário existem alguns empreendimentos em início de obra”, contou Souza.

Otimismo

Segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil e Montagem de Gasoduto e Oleoduto do Estado do Amazonas (Sintracomec-AM), Cícero Custódio, o pior já passou. Conforme ele, 2015 foi melhor do que o ano passad.

Para Custódio, as projeções negativas feitas para 2016 por parte dos empresários são exageradas. “Em 2015, nós tivemos um aumento nos postos de trabalho de quase 3% em relação a 2014. A expectativa é que se tiver uma queda, que ela será pouca, pois há muitas obras previstas para começar no Amazonas. Aqui o cenário não é tão negativo. Os empresários fazem esse barulho todo para tentar baixar o salário do trabalhador”, alfinetou Custódio.

Por André Tobias

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