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Conmebol aprova voto em bloco em candidato da Uefa à presidência da Fifa

A Conmebol decidiu, em reunião na manhã desta quinta-feira (26), na sede da CBF, no Rio, que votará em bloco no suíço Gianni Infantino na eleição para presidente da Fifa, em 26 de fevereiro.


“Votaremos em bloco, está decidido. Já conversamos com o Gianni, foi definido isso”, disse à Folha de S.Paulo o presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout.

A Conmebol tem dez votos, incluindo o Brasil, bem menos do que outras confederações, como a asiática e a africana, que têm mais de 50 filiados cada – as 209 associações que fazem parte da Fifa estão no colégio eleitoral.

Infantini entrou como candidato da Uefa depois que o francês Michel Platini foi suspenso de seu cargo de vice da Fifa por estar sendo investigado pelo recebimento de 2 milhões de euros da entidade mundial sem ter declarado. Ele nega irregularidade e diz que foi remuneração por um trabalho feito entre 1999 e 2002.

Napout não entrou na polêmica sobre Platini e disse que a Conmebol, logo após o anúncio de que haveria novas eleições para presidente, devido às denúncias de corrupção, havia decidido apoiar a Uefa, independentemente do candidato. O presidente Joseph Blatter, reeleito em maio, está suspenso do cargo e sob investigação do comitê de ética da entidade.

“Nossos jogadores [sul-americanos] estão lá na Europa, a maioria deles, é uma confederação forte. E tivemos muito apoio da Uefa para manter a meia vaga [na repescagem] para a Copa do Mundo. A Uefa e Ásia nos apoiaram, então trabalhos juntos”, disse Napout.

A “meia vaga” a que ele se refere é a repescagem que o quinto colocado nas eliminatórias da América do Sul pode disputar para chegar à Copa do Mundo –para 2018 será contra o vencedor da Oceania. Esse continente e a Concacaf, das Américas do Norte, Central e do Caribe, reivindicavam vagas extras, o que poderia fazer a a América do Sul perder a repescagem.

Além de Infatino, são candidatos a presidente o francês Jérôme Champagne, que tem a simpatia de Blatter, o príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein, o sul-africano Tokyo Sexwale e o presidente da Confederação de Futebol da Ásia, Salman bin Ebrahim Al Khalifa.

Por Folhapress

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