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Congresso de secretários discute desafios e alternativas para a saúde no Amazonas

o titular da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam), Pedro Elias, a saúde pública é a prioridade do governo - foto: divulgação

O titular da Susam, Pedro Elias, disse que a saúde pública é a prioridade do governo – foto: divulgação

Em um período de crise política, financeira e social, usufruir de um bom serviço de saúde na rede pública se tornou ainda mais difícil. Para tentar contornar os problemas, gerar alternativas sustentáveis pode ser o caminho para dar o mínimo possível de dignidade aos usuários da saúde pública dos municípios do Amazonas.

As alternativas sustentáveis e os desafios da crise são discutidos no 4º Congresso de Secretários de Saúde do Amazonas.  O evento, que teve sua abertura na noite desta segunda-feira (16), prossegue até a próxima quinta (19), e abordará o protagonismo da gestão municipal do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas.

O presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-AM), Januário Neto, explica que o principal problema enfrentado por secretários de saúde do interior do Amazonas é o da distribuição de recursos financeiros que são oriundos da União. Segundo ele, os planos de distribuição de recursos desfavorecem o Norte do Brasil, deixando cada vez mais precário o atendimento básico. “As políticas públicas são feitas de costas para a nossa região e nós só conseguimos nos manter com a ajuda dos governos estaduais e municipais”, disse Neto ao salientar que o repasse federal já está há dois meses atrasado.

Januário Neto afirmou ainda que a situação pode ficar ainda pior, sem uma solução rápida. Além dos repasses financeiros para os municípios do Amazonas estarem atrasados, o presidente do conselho criticou o ministro da saúde, que teria declarado que, a partir de outubro, o governo federal não teria verba para repassar aos hospitais e ao Serviço de Atendimento de Urgência e Emergência (Samu), e, a partir de novembro, o repasse para a atenção básica.

Recentemente empossado como o novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, havia afirmado que pretende priorizar a interlocução com os médicos, com as entidades representativas dos profissionais de saúde, com os servidores, com academia e com áreas relacionadas. Nesse aspecto, o ministro considerou que o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) serão fundamentais nesse processo.

De acordo com o titular da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam), Pedro Elias, a saúde pública é a prioridade do governador José Melo. No entanto, ele considera que o atraso dos repasses federais e a possível interrupção do envio de recursos ao atendimento básico e aos hospitais do estado vão prejudicar ainda mais os serviços. “Ficará mais complicado, mas para não ser tão afetado, já estamos montando um plano de urgência e emergência para apresentar ao governador na próxima quinta-feira (19). Vamos tentar soluções para manter a saúde pública funcionando”, disse o secretário.

Segundo Januário Neto, as regiões que foram mais afetadas pela crise são: Juruá, Purus, Madeira e, Rio Negro. A falta de atenção dos planos para o interior do Estado tem feito com que os secretários de saúde do município busquem alternativas. O gestor da pasta no município de Autazes, Ítalo Dias Paiva, conta que, como todos os municípios do Brasil, Autazes passa por um momento difícil e para isso as estratégias para o desenvolvimento do trabalho na atenção básica. “Acredito que a prevenção é a melhor maneira de diminuir os agravos da saúde. Temos equipes bastante atuantes para que nós possamos ter um resultado positivo, mesmo em tempos de crise”, disse o secretário de saúde.

Por Asafe Augusto

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