Sem categoria

Condenados pela operação Vorax estão foragidos

O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, não faz parte da lista de réus do processo sentenciado - foto: divulgação

O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, não faz parte da lista de réus do processo sentenciado – foto: divulgação

Quatro dos cinco réus condenados pela Justiça Federal do Amazonas no último dia 14 de julho passaram a ser considerados oficialmente foragidos. As condenações aconteceram como desdobramento do processo da operação Vorax, realizada em 2008 pela Polícia Federal e que descobriu uma série de crimes cometidos por uma organização criminosa instalada na Prefeitura de Coari (a 360 quilômetros de Manaus).

A reportagem do EM TEMPO procurou o delegado atualmente responsável pelo caso, Franco Perazzoni, mas ele não pôde atender em virtude de compromissos profissionais. A assessoria de comunicação informou que não há novidades sobre o caso e que não poderia dar detalhes da forma como daria cabo do cumprimento das prisões para não atrapalhar o andamento das mesmas.

A assessoria de comunicação da Justiça Federal afirmou que o fato dos condenados dificultarem o cumprimento da determinação pode até mesmo agravar a situação dos mesmos. Tudo depende da interpretação do magistrado responsável pelo processo, Marllon Souza.
Condenados

Ao todo, 20 pessoas foram condenadas por conta de um esquema milionário de fraudes a licitações e desvios de recursos públicos. Desses envolvidos, cinco tiveram suas prisões decretadas: Carlos Eduardo do Amaral Pinheiro, irmão do ex-prefeito da cidade Adail Pinheiro, Adriano Teixeira Salan, ex-secretário de Administração da cidade, o empresário Haroldo Portela de Azevedo, o ex-secretário de Obras da Prefeitura de Coari, Paulo Emilio Bonilla Lemos e o engenheiro que prestava serviços para o órgão, Paulo Sérgio Chagas Moreira.
De todos, apenas Paulo Sérgio Chagas Moreira se entregou no último dia 15, logo após a divulgação da sentença e está preso no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Os réus foram condenados pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento púb1lico, falsificação de documento particular, falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude a licitação, lavagem de dinheiro, crime de responsabilidade e dispensa ilegal de licitação, cada um de acordo com sua participação no esquema.

Foro livrou Adail

O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, apontado como mentor da organização, não faz parte da lista de réus do processo sentenciado por ter voltado ao cargo de prefeito do município em 2012. Dessa forma, Pinheiro voltou a gozar de foro por prerrogativa de função.

Desde então, o processo referente à participação do então prefeito no esquema de corrupção foi desmembrado e passou a tramitar junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Pinheiro atualmente está preso no primeiro Batalhão da Polícia Militar, em Manaus, após ter sido condenado a 11 anos de prisão por abuso sexual de menores.

Operação Vorax

As investigações referentes ao caso tiveram início em 2004, a partir de uma representação encaminhada pelo MPF à Polícia Federal, que relatou haver irregularidades na execução de convênio firmado entre a Prefeitura de Coari e a União, por meio do Ministério do Meio Ambiente, para a construção de um aterro sanitário no município.

Durante a realização da operação Vorax, em 2008, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão preventiva e apreendeu, entre diversos outros materiais e equipamentos eletrônicos, quase R$ 7 milhões em dinheiro no forro de uma casa localizada em um conjunto habitacional construído pela prefeitura, em Coari, que seriam apenas uma parte dos recursos públicos desviados pelo grupo.

Por Fred Santana

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir