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Concessionárias de Manaus seguram preços dos carros importados

Mesmo com a cotação do dólar ainda em alta, segmento deve manter valores dos veículos estáveis até junho, na capital amazonense – fotos: Alberto César Araújo

Mesmo com a cotação do dólar ainda em alta, segmento deve manter valores dos veículos estáveis até junho, na capital amazonense – fotos: Alberto César Araújo

As vendas de carros importados em Manaus seguiram a média nacional de alta no volume comercializado em aproximadamente 20%.

Entre os fatores estão o mercado ascendente por conta da clientela de alto poder aquisitivo, mas também pela estratégia dos fabricantes e das concessionárias de segurar o preço dos veículos em relação a alta do dólar que se mantém, na média, de R$ 3.

A Braga Motors BMW, por exemplo, segue com o seu plano de segurar a pressão da moeda norte americana até o mês de junho, informou o gerente geral Fabrício Venâncio.

Segundo ele, a fábrica sentiu aumento do custo da produção de 5% a 6% por conta da alta do dólar, mas, desde outubro do ano passado, adotou a política de segurar o preço para o consumidor final. “Se não ocorrer decréscimo no dólar até o mês de junho, os preços sofrerão reajuste”, afirmou.

As concessionárias não conseguiram segurar os impostos e juros nacionais como o reajuste de até 5% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), desde o final do ano passado, a taxa básica de juros que, em fevereiro desse ano subiu de 11,75% para 12,25% ao ano e a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1,5% para 3%, ao ano.

“Esses reajustes são repassados direto para o banco que financia os veículos”, observou Fabrício Venâncio.

Taxa zero

O gerente informou que mesmo assim a concessionária ainda tem carros com taxa zero por conta das estratégias da montadora com o agente financeiro, que pede 55% de entrada e o restante financiado em 24 meses.

“A montadora deu desconto para que o banco banque a taxa. Por isso estamos bem nas nossas vendas, até mesmo porque o cliente avalia que o preço de um nacional de R$ 90 mil está muito próximo ao do veículo prêmio como a BMW série 1, que custa R$ 106 mil pela empresa”, explicou.

Segundo a consultora de vendas da Manaus Auto Center, revendedora da Mitsubishi Motors, Adriana Carin, as vendas de importados na concessionária mantiveram o mesmo nível do ano passado. Por outro lado, as de veículos nacionais sofreram queda de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Da mesma forma que a BMW a Mitsubishi também segura o preço para o consumidor final. “O segredo dos importados são os clientes de alto poder aquisitivo preferem comprar um importado de R$ 110 mil a um nacional de R$ 80 mil”, comentou Adriana.

Vendas de carros importados em Manaus acompanhou a média nacional e registrou crescimento de 20%

Vendas de carros importados em Manaus acompanhou a média nacional e registrou crescimento de 20%

O mercado de veículos importados dá sinais de que segue em expansão com a abertura das portas de mais uma concessionária em solo manauense.

A Jeep, localizada no São Jorge, Zona Centro-Oeste, bem antes de abrir as portas, já havia feito pré-vendas de automóveis da marca e das outras que a empresa também trabalhará como a Chrysler, a Dodge e a Ram, segundo informou a consultora de vendas Talita Orlando.

Segundo a consultora, os veículos não estavam nem mesmo em exposição no show room da concessionária, mas, os compradores faziam a escolha por meio de catálogo e deixavam o sinal.

“Apenas a marca Jeep estava à exposição, enquanto as outras seguiam com os procedimentos legais, mas, mesmo assim efetuamos algumas pré-vendas”, afirma

O preço dos automóveis da marca Jeep varia de R$ 69,9 mil referente ao Renegade até R$ 209,9 mil que é o valor do Grand Cherokee, segundo dados do site da empresa.

Custo/benefício

A preferência pelo carro importado em relação ao nacional está no custo/benefício e nos opcionais, segundo avaliação de consumidores de Manaus.

Proprietária da uma BMW classe prêmio, a empresária Beth Dezembro, disse que a escolha pela marca se deu por conta da presença de assistência da técnica em Manaus e as garantias que o segmento oferece.

“A maior diferença é a qualidade, a tecnologia, os recursos opcionais como sensores de ré e frontal, piloto automático, sensor de chuva, uma suspensão mais resistente e o acabamento de muito mais qualidade. O custo/benefício é bem maior”, salientou a empresária. “Comprei antes da alta do dólar. Fiz um ótimo negócio”, acrescentou.

Para o cirurgião-dentista, Victor Machado, a escolha também vale pela qualidade dos veículos importados como os seus dois, um da montadora Honda e outro da Renault. Ele observou que conta também como vantagem o design e os seus acessórios.  “O custo/benefício às vezes é melhor dependendo do carro”, concluiu.

Por Emerson Quaresma (Jornal EM TEMPO)

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