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Conab busca preço baixo para produtos regionais

Com a intervenção do governo, produtos como o açaí deverão ficar mais baratos o consumidor final - foto: Márcio Melo

Com a intervenção do governo, produtos como o açaí deverão ficar mais baratos o consumidor final – foto: Márcio Melo

Decisivo para escoar a produção de culturas extrativistas, pois possui os meios logísticos necessários, o atravessador também causa impacto direto no preço final ao consumidor porque adquire os produtos a preços ínfimos e revende com altas margens de lucro.

Para amenizar o impacto do atravessador no preço final dos produtos, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou ontem, durante reunião com extrativistas da região, quer criar preços mínimos para itens como açaí, andiroba, cacau, piaçava e borracha. Desta forma, a companhia quer estabelecer uma margem de negociação, garantir o retorno do investimento ao produtor e evitar uma alta no preço final.

Reunidos em Manaus, técnicos da Conab, produtores e representantes de outros órgãos públicos estaduais e federais chegaram ao consenso que a primeira providência nesse sentido é assegurar o acesso dos extrativistas do Amazonas à Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sócio-biodiversidade (PGPM-Bio).

O programa do governo federal concede subsídio a 15 produtos. Trata-se da subvenção, uma espécie de bônus na venda do produto coletado nas florestas, quando o negócio é realizado por preço inferior ao mínimo fixado pelo governo.

“A gente sabe que existe dificuldades de escoação dos produtos, sabemos que a participação deles às vezes é importante, mas em relação a prática de preços, eles compram a produção por um preço que não é o justo ao produtor”, disse a gerente de produtos da Sócio-diversidade da Conab, Ianeli Sobral Loureiro.

Ianeli destacou que a Conab tem realizado encontros com os produtores, que são orientados sobre a prática de preços e a forma legal de comercializar os produtos. Ela esclareceu ainda que os preços dos produtos extrativistas são fixados a partir dos custos e variações de produção. “Vamos a campo e fazemos um levantamento de custos e, a partir disso, conseguimos apresentar uma proposta para um grupo gestor, que tem cinco ministérios envolvidos, para a aprovação desses valores. Aprovado e preço publicado, começamos a estratégia de fazer com que ela chegue ao público. Fazemos com que as pessoas se conscientizem que existe um preço mínimo publicado, que mesmo com um valor mínimo, eles devem vender com um valor acima do mínimo. Quando o extrativista não consegue alcançar o preço mínimo, a gente entra pagando o que chamamos de subvenção, que é a diferença”, disse.

Para a gerente de produção da Conab, devido à falta de uma fiscalização e o comércio feito de maneira irregular por parte dos produtores, não é possível quantificar o volume de produção do extrativismo, no caso específico desses produtos. “Os dados com os quais trabalhamos hoje são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mas eles ainda não são o ideal e precisam ser aprimorados. Sabemos que o quantitativo é muito maior que os apresentados. O que sabemos que grande parte da comercialização dos produtos extrativistas são comercializados de maneira informal”, comentou.

Por Stênio  Urbano

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