Dia a dia

Comunidade Campos Sales teme que UPA se transforme em UBS

UPA oferece atendimento 24 horas, e com a possível mudança moradores teriam que se deslocar para outras áreas em busca de serviços de saúde  - foto: Ione Moreno

UPA oferece atendimento 24 horas, e com a possível mudança moradores teriam que se deslocar para outras áreas em busca de serviços de saúde – foto: Ione Moreno

Sem um posicionamento por parte da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), moradores do conjunto Campos Sales, no bairro Tarumã, Zona Oeste, seguem apreensivos em relação à possível mudança da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro para uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

De acordo com um morador do bairro, que preferiu não se identificar, desde que foi anunciada a mudança, há quase dois meses, de que a UPA se transformaria em UBS, os moradores sofrem sem saber o que irá acontecer.

“Não queremos que a UPA mude para UBS, porque, atualmente, ela funciona 24 horas e atende até o bairro Tarumã. Se ela virar UBS, vai deixar de ter atendimento de urgência e 24 horas. Não vamos aceitar”, comentou.

Conforme o morador, a comunidade sabe que o hospital e pronto-socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz também atende aquela área, mas para os comunitários se deslocarem até a referida unidade de saúde é bem mais complicado. “No momento, a UPA está funcionando normalmente, mas estamos com medo de que a qualquer momento ela pare e no lugar coloquem essa UBS. Não podemos deixar isso acontecer, queremos nos reunir e pedir uma reposta da secretaria de Saúde”, disse.

Manifesto

No dia 11 de abril deste ano, moradores da comunidade Campos Sales fecharam um trecho da avenida Torquato Tapajós, por 15 minutos, como forma de protesto pela possível mudança na UPA.

Debates

Por meio de nota, a Susam informou que o sistema de reestruturação da Saúde ainda não entrou em vigor e que as unidades continuam atuando com o mesmo perfil. A Susam também informou que está seguindo a orientação do Ministério Público Federal (MPF-AM), que após uma audiência pública, para debater a reestruturação da saúde, solicitou um prazo de 90 dias para que o processo seja amplamente discutido com vários segmentos

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