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Comunidade acadêmica promove manifestação em frente à Ufam nesta terça

Ato Público do dia 29 de maio, na entrada da Ufam  foto: Divulgação/ADUA

Ato Público do dia 29 de maio, na entrada da Ufam foto: Divulgação/ADUA

Professores, técnico-administrativos e estudantes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) participam nesta terça-feira (23) de uma manifestação no ‘Bosque da Resistência’, na entrada do Campus Universitário, a partir das 8h30, para exigir negociação efetiva do Ministério da Educação (MEC) com as categorias em greve.

O ato, chamado pela comunidade acadêmica de “Dia de Mobilização pela Abertura de Negociações com MEC/SESu”, ocorre pouco antes da reunião agendada pela Secretaria de Educação Superior da pasta com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) às 14h, em Brasília (DF). No encontro serão discutidas as reivindicações dos docentes federais, em greve nacional desde 28 de maio e na Ufam desde o dia 15 de junho.

Na última reunião, realizada no dia 22 de maio, entre ANDES-SN, o Ministro da Educação em exercício, Luís Claudio Costa, e representantes da SESu, os docentes apresentaram, mais uma vez, a pauta da categoria, que inclui a defesa do caráter público da universidade, melhores condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados. Os representantes da pasta novamente não apresentaram respostas.

“O nosso objetivo é demonstrar ao governo federal que vamos manter forte a mobilização de professores, técnicos e estudantes na Ufam, porque já está claro que só por meio da pressão do movimento social e sindical é que o MEC se organiza para atender as chamadas de reuniões e abertura de negociação. Estar só em sala de aula não basta”, disse a docente do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) e integrante do Comando Local de Greve, Patrícia Sampaio.

Durante as primeiras horas da manhã, docentes e técnicos fazem panfletagem junto aos estudantes e à comunidade externa, para explicar os motivos da paralisação. Até o momento, 35 seções sindicais docentes, em 21 estados, já deflagraram greve e outras adesões já estão anunciadas. Já o movimento paredista dos técnico-administrativos atinge 53 instituições em todo o país. Discentes também lutam por mais verbas para assistência e permanência estudantil (moradia, creches, restaurante com qualidade, aumento nos valores das bolsas, espaços para entidades representativas).

Com informações da assessoria de comunicação

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