Dia a dia

Comunidade acadêmica de Parintins pede solução para lixeira da cidade

Manifestação-UEA

Os professores da UEA estão também cobrando uma ação da reitoria da universidade – foto: divulgação

Professores e alunos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) realizaram na tarde de ontem no centro da cidade uma manifestação pacífica para chamar atenção da sociedade civil local e do Estado para a audiência pública que acontece às 9h de hoje no auditório da própria unidade de ensino para discutir a questão do aterro sanitário da cidade.


Segundo a professora Mônica Xavier, os professores, alunos e moradores da Zona Oeste da cidade são os mais atingidos pela fumaça negra proveniente da lixeira. “As queimadas naquela área são constantes e não temos um controle disto. Por isso, vamos continuar mobilizados, cobrando uma solução para essa questão”, advertiu a educadora.

Os professores da UEA estão também cobrando uma ação da reitoria da universidade. “O reitor tem a responsabilidade de cuidar da saúde dos seus professores e alunos, portanto, queremos uma intervenção na nossa unidade. Estamos sendo afetados pela fumaça tóxica”, disse Mônica Xavier.

Na audiência pública de hoje será discutida a questão do o fim da lixeira no bairro Dejard Vieira. A lixeira pública foi implantada numa área da antiga Escola Agrícola de Parintins, hoje campus da UEA, em 1997 na gestão do prefeito Carlinhos da Carbrás, pai do atual prefeito.

Desde sua implantação a lixeira vem causando problema para os moradores do entorno e para a própria universidade inaugurada pouco tempo após a implantação da lixeira.

Na gestão do ex-prefeito e hoje deputado estadual Frank Bi Garcia houve a primeira tentativa de remoção do lixão, porém, moradores da comunidade do Macurani, para onde a prefeitura anunciou que construiria um aterro controlado, não aceitaram a medida.

Por causa da lixeira o aeroporto Júlio Belém sofreu uma interdição parcial só operando durante muito tempo a noite. A Justiça já condenou o município em uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual a pagar multa diária pela situação da lixeira, mas a sentença nunca foi executada.

O atual prefeito de Parintins, Alexandre da Carbrás, que o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que administra o assentamento de Vila Amazônia, precisa liberar uma área de terras para a construção do aterro controlado. Sete audiências públicas já foram realizadas, mas, nada de concreto foi feito até o momento.

Por Tadeu de Souza

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir