Cultura

Completando 60 anos, Festival Folclórico do Amazonas também sofre com o corte de verbas

O tradicional evento está previsto para julho - foto: Cleomir Santos/SEC

O tradicional evento está previsto para julho – foto: Cleomir Santos/SEC

O tradicional Festival Folclórico do Amazonas, que está previsto para ocorrer em julho, completa 60 anos em 2016, mas a comemoração está ameaçada por falta de recursos. O evento é um dos que foram atingidos pelo corte de verbas para o setor de Cultura, anunciado pelo governo do Estado, por causa da crise econômica no estado.

Diferentemente do Festival de Parintins, conhecido pelas toadas dos bois bumbás Garantido e Caprichoso, essa festa é caracterizada pela diversidade de ritmos como cirandas, danças nordestinas, quadrilhas, apresentação de tribos, além das toadas dos bois de Manaus. Diversos grupos se apresentam para o público competindo em três categorias: ouro, prata e bronze.

O repasse de recursos para a categoria prata sempre foi feito pela prefeitura está garantido este ano para os 63 grupos escolhidos por edital. Já a ouro recebia verbas do estado e este ano está ameaçada pelo corte. A categoria bronze é uma novidade do festival em 2016. É uma categoria de acesso e será custeada pelos 30 grupos selecionados por edital.

A apresentação dos bois de Manaus, Brilhante, Corre-Campo e Garanhão faz parte da categoria principal. Apesar de também terem ficado sem dinheiro do governo estadual, eles tem patrocínio privado e conseguiram a cessão do Sambódromo para a competição entre eles, prevista para o final de agosto, mas cerca de 70 grupos da categoria ouro não tem outros meios para viabilizar as próprias apresentações.

Patrimônio imaterial

O presidente da Associação dos Grupos Folclóricos do Amazonas, Raimundo Nonato Bentes, lamenta a redução de recursos para o festival. “O Festival é patrimônio imaterial do estado do Amazonas. Inclusive, foi o governador que assinou e sancionou essa lei que foi proposta pela assembleia no ano passado. Seria a edição de número 60, bodas de diamante, e foi, infelizmente, essa decepção toda. Até mesmo no ano olímpico, muitos turistas estarão na cidade de Manaus. Eu acho que faltou planejamento no sentido de apresentar essa vitrine, a cultura popular do estado, o folclore para os turistas”, disse Bentes.

Cortes

O governo amazonense diz que a redução de gastos é necessária para enfrentar a crise econômica e estima que a redução de gastos na cultura vai gerar uma economia de R$ 35 milhões, que poderão ser destinados à saúde. Os cortes também vão atingir as áreas de esporte e turismo.

O secretário estadual de Cultura, Robério Braga, disse, em maio, que o corte vai atingir cerca de 30 eventos e não afetará as atividades e empregos da secretaria na capital e no interior. “As atividades que dependem de patrocínio, apoio cultural de infraestrutura e logística nesse momento é que deixarão de tê-los”, disse.

A expectativa do governo amazonense é economizar cerca de R$ 500 milhões até o fim de 2016 com a redução no custeio da máquina pública e de contratos e com o reordenamento de serviços de saúde.

Por Agência Brasil

 

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