Cultura

Companhia teatral Ateliê 23 prepara nova montagem para novembro

O drama apresenta questões psicológicas que envolvem uma mulher que perde a filha – foto: divulgação

O drama apresenta questões psicológicas que envolvem uma mulher que perde a filha – foto: divulgação

Após o término da temporada da peça ‘Persona – Face Um’, em 25 de julho, a companhia de artes cênicas Ateliê 23 – Casa de Criação já deu início a uma nova montagem teatral: ‘Imagine um Rosto, Agora Conte uma História’, um texto inédito de Jean Palladino, diretor e ator da Cartolas Produções. A estreia está prevista para o dia 6 de novembro.

A direção será de Taciano Soares. Jean Palladino conta que recebeu um convite do diretor do Ateliê 23, em março, para escrever um texto para a companhia. “O Taciano me deixou livre para escolher o tema, mas queria que eu escrevesse uma história para as três jovens escolhidas para o elenco”, diz o autor de “Imagine um Rosto, Agora Conte uma História”.

As escolhidas foram Joice Caster, Laury Gitana e Thaís Vasconcelos. Taciano Soares observa que as três estão se formando no curso de Teatro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o nome de Jean Palladino também foi uma sugestão de um dos professores do curso. A peça será aproveitada ainda como o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do trio.

Jean optou em focar o enredo da peça no assunto “memórias”, tema recorrente na sua dramaturgia, a exemplo de “Pai”. “O texto de ‘Imagine um Rosto, Agora Conte uma História’ é sobre uma mulher que perde a filha e, dentro desse mote, analiso questões psicológicas”, explica Jean.

Trata-se de um drama contemporâneo e o autor destaca que o enredo não segue uma ordem cronológica. “Também não fica claro, por exemplo, se essa mulher era realmente mãe dessa filha”, observa.

No momento, a produção de “Imagine um Rosto, Agora Conte uma História” está em fase de análise do texto e preparação vocal e corporal das atrizes. Depois da estreia em novembro, a peça vai entrar em temporada na sede do Ateliê 23.

Esta não é a primeira parceria entre os dois artistas. Eles já haviam trabalhado juntos como atores na Cia. Cacos de Teatro e, na montagem “Fando e Lis” (uma releitura da obra homônima do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal), do Ateliê 23, o responsável pela Cartola Produções foi dirigido por Taciano Soares. Depois, em “Pai”, foi a vez de Jean comandar a atuação de Taciano.

“Para mim, essa troca acontece de maneira muito natural”, afirma Jean Palladino. “Eu admiro muito o trabalho do Jean porque ele tem uma voz artística que é o que eu acredito para mim e para o Ateliê 23. A partir de uma determinada provocação ele realiza leituras não lineares que passam, por exemplo, pelo teatro do absurdo e que mexem com os espectadores”, comenta Taciano. “Tenho essa proximidade de pensamento com ele”.

Por Luiz Otávio Martins

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