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Companhia italiana ‘Isolda di Confine’  se apresenta hoje no Teatro Amazonas

Atores trazem proposta de compartilhar experiências, sobretudo com alunos de teatro e dança - foto: Márcio Melo

Atores trazem proposta de compartilhar experiências, sobretudo com alunos de teatro e dança – foto: Márcio Melo

O palco do Espaço das Cias, no Centro de Manaus, recebe hoje, às 19h30, a companhia italiana Teatro Laboratório Isola di Confine, que deverá compor a programação da segunda temporada do “Projeto Ritmo da Máscara”.  Em sua primeira apresentação em Manaus, o grupo vai promover a aula-espetáculo: “As Técnicas da Comunidade”. A aula-espetáculo é uma ação pedagógica cultural voltada para a comunidade artística local, especificamente para os alunos dos cursos de teatro e de dança. O evento será oferecido gratuitamente, ao público.

A atividade terá carga horária de uma hora e 30 minutos e será ministrada pelo diretor-artístico da companhia italiana, Valério Apice, juntamente com os atores e músicos do Teatro Laboratorio Isola di Confine: Marika Gatto, Giullia Castellani, Davide Tassi, Gian Domenico Ceccarini e Francesco Brozzetti.

Segundo Valério Apice, o objetivo é fazer, por meio das experiências vivenciadas pela companhia na Europa, com que os participantes da aula-espetáculo desenvolvam uma reflexão entre teatro e comunidade, analisando temas como “Comunidade criativa” e “Técnicas de performance”. “Com a aula-espetáculo é possível compartilhar cantos, danças e performances”, diz Valério Apice.

O diretor italiano conta, que a sua companhia desenvolve projetos e eventos que apoiam atividades artísticas e pedagógicas direcionadas às comunidades com as quais eles convivem na Itália, como o projeto “O Teatro Vai à Escola”, que envolve 600 estudantes a cada ano. “O Teatro é um instrumento de relação, um espaço de encontro e de confronto”, ressalta.

Na noite da sexta-feira, o público local vai assistir ao espetáculo “Don Giovanni in Solffitta” (Dom Juan, no Sótão). A montagem é concebida pelo próprio diretor-artístico da companhia, que promete ao público um belíssimo espetáculo. “Estávamos ansiosos por essa apresentação. “Don Giovanni in Soffitta” é um trabalho diferente, que faz um resgate de Molière e Cesare Garboli. O espetáculo recompõe fragmentos dispersos sob os “escombros” do teatro contemporâneo. E a escolha da direção foi de apresentar a máscara destruída de Don Giovanni de uma maneira cômica e trágica, sob a ótica de um servo”, resume o artista.

“Eu interpreto Don Giovanni. Um personagem antigo da tradição do teatro mundial. É um pouco difícil relacionar o ator com o personagem que possui características tão profundas, mas me doou ao máximo. Estou muito contente em poder está em Manaus e mostrar um pouco do nosso trabalho. É uma forma de estreitar a relação com um público diferente”, diz o ator Davide Tassi.

Quem quiser conferir também a encenação deve comparecer à sede do Espaço das Cias (rua Dona Libânia, 300, Centro, zona Sul de Manaus), a partir das 19h. No próximo domingo (20), a companhia italiana apresenta o concerto-espetáculo “Ritmo da Máscara”. Nos dias 21 (segunda-feira) e 22 (terça-feira), às 19h30, acontecerá a oficina “Entre Don Giovanni e a Commedia Dell’Arte”, que será ministrada pelo Valério Apice.

‘Ritmo da Máscara’

Criado em 2015, pela Cia. de Intérpretes Independentes, a primeira fase do projeto foi realizada no ano passado, com a ida da companhia à cidade de Marsciano, na região da Úmbria, na Itália, onde aconteceram oficinas, mesas-redondas e apresentações dos espetáculos “A Vida Começa pela Memória” e “Réquiem para Dois”. Dessa vez, o evento conta com a presença dos artistas italianos no Espaço das Cias.

O projeto é dirigido pelo coreógrafo brasileiro Ricardo Risuenho, com a colaboração da atriz e produtora Nyvea Karam, de Minas Gerais. Risuenho explica que o projeto surgiu da necessidade da Cia. de Intérpretes Independentes de ampliar o seu conhecimento, que, até então, era restrito sobre a máscara teatral e a Commedia dell’Arte, uma das principais referências de trabalho da companhia italiana, que tem sede em Úmbria e que desenvolve suas atividades tanto em âmbito local quanto nacional, sendo formada por atores, músicos e estudiosos do teatro, especialistas no uso da máscara teatral e na técnica de improvisação.

Proposta

A Cia. de Intérpretes Independentes surgiu no ano de 2003 e em seus 12 anos de existência produziu 17 encenações coreográficas, as quais foram apresentadas em várias cidades do Brasil. Tendo sido contemplada em 8 edições com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna; 2 edições com o Prêmio de Apoio as Artes (Proarte), da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas; dois prêmios Dança na Cidade e um prêmio Valores da Terra, da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult).

O diretor-artístico da companhia, Ricardo Risuenho, realiza há 10 anos a pesquisa “Do movimento à Criação”, que tem como base a investigação das possibilidades da movimentação dos membros superiores, o que resultou na compreensão dos conceitos básicos de corpo, movimento e elementos cênicos adotados pela companhia, assim como no desenvolvimento de uma técnica específica para uma melhor execução dos movimentos dos membros superiores, a Técnica MMS. Sendo esta pesquisa, a produção e apresentação de encenações coreográficas e a socialização do conhecimento os pilares do trabalho da Companhia de Intérpretes Independentes.

Por Bruna Amaral

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