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Comoção marca enterro de gari atropelada na Zona Leste

 

 O corpo da gari foi velado no cemitério Santo Alberto, localizado no bairro Colônia Antônio Aleixo - foto: Ione Moreno

O corpo da gari foi velado no cemitério Santo Alberto, localizado no bairro Colônia Antônio Aleixo – foto: Ione Moreno

A gari Luciana Guedes da Silva,35, morta na quinta-feira (27), após ser atropelada por um motorista embriagado,  foi enterrada nesta sexta-feira (28), no cemitério Santo Alberto, localizado no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, onde parentes, amigos e colegas de trabalho se mostraram bastante revoltados com a morte de Luciana.

Companheiros de profissão que prestaram a última homenagem a gari, destacaram que o acidente provocado pelo homem, alcoolizado, arrancou da família e dos amigos, uma mulher guerreira e sensível, que sempre foi exemplo para a categoria.

“Perdemos uma pessoa do bem, que procurava sempre ajudar o próximo. A justiça do homem pode até falhar neste caso, mas com certeza a de Deus não. Esse homem irá pagar pelo crime que cometeu. Hoje, a família dela chora, amanhã poderá ser a dele. Qualquer atitude tomada pela família em relação a pedido de justiça será apoiada pela nossa classe.”, disse o amigo de profissão, Jairo Oliveira.

A amiga de farda, Maria do Socorro questionou a segurança no trânsito de Manaus. “Até quando iremos perder nossos entes queridos de forma irresponsável. Será que esse homem irá pegar pelo seu crime? Será que após tantas mortes no trânsito, os órgãos responsáveis irão fiscalizar mais? Saímos para trabalhar e não sabemos se vamos voltar para casa. Hoje, estamos enterrando uma pessoa que foi exemplo de mãe, de esposa, de servidora. Esse irresponsável estará novamente livre, pronto para cometer mais um acidente, porque as nossas leis são brandas e quem perde somos nós, que não teremos mais a presença da nossa amiga”, desabafou.

Acidente

Na madrugada do dia 27, Paulo César Martins Dias, que conduzia, embriagado, e em alta velocidade o veículo modelo Celta, de placa JWU 2218, e acabou atropelando e matando Luciana Guedes, 35, e deixou a gari Michele Lobos, 34, gravemente ferida.

O acidente aconteceu na avenida Costa e Silva, no bairro do Crespo, Zona Sul, por volta das 00h30. Na ocasião, o motorista fugiu do local sem prestar socorro as vítimas, sendo alcançado pela Polícia Militar do Amazonas, no bairro Morro da Liberdade.

Em depoimento, Paulo confessou que estaria embriagado na hora do acidente e que estava ingerindo bebida alcoólica desde as 20h de quarta-feira. O condutor, que foi encaminhado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado no bairro Praça 14, onde o caso foi registrado, recusou a fazer o exame de bafômetro, mas as características visuais dele, além do odor etílico que exalava, serviram de provas para o teste clínico constatar o estado de embriaguez.

O acusado foi autuado por homicídio doloso (quando a intenção de matar), uma vez que a autoridade de plantão entendeu que, por estar em estado de embriaguez, ele assumiu o risco de produzir o resultado de morte. Dias teve o pedido de pagamento de fiança negado pela justiça e foi encaminhado para a cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, localizado no Centro.

Já Michele Lobo, que teve ruptura do fêmur, foi transferida do Hospital João Lúcio, na Zona Leste, para o Hospital Adventista, na Zona Sul. A vítima passou por procedimentos cirúrgicos na tarde de ontem e seu quadro é considerado estável.

Por Gerson Freitas

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