Cultura

‘Como Treinar o Seu Dragão’ dá origem a mais uma série

“Como Treinar o Seu Dragão” começou como uma série de livros da escritora britânica Cressida Cowell, deu origem a dois filmes e já foi transformada em duas séries de televisão produzidas pela DreamWorks.


Agora, a história ganha mais uma adaptação: a série “Dragões: Corrida até o Limite”, que estreia na próxima sexta-feira (26) no Netflix.

Em 13 episódios, o seriado vai contar uma nova aventura do garoto viquingue Soluço e seu dragão Banguela, que saem da cidade de Berk em uma busca por novos dragões com o auxílio de um artefato mágico, o chamado Olho do Dragão.
“O Olho foi algo que desenvolvemos exclusivamente para a série. Ele é como a internet daquele universo”, explicou Art Brown, produtor executivo da série, em entrevista à reportagem.

A comparação parece válida. Como a internet, o Olho funciona como um portal para novas descobertas.
No caso de Soluço e sua turma, ele mostra dragões nunca vistos e lugares para além de Berk, expandindo os horizontes das crianças.

Cronologicamente, a série se passa cerca de um ano e meio antes do segundo filme. “As crianças estão mais maduras e mais velhas e partem para buscar novos dragões. E o Soluço está, na verdade, procurando por ele mesmo.”

Para Brown, as experiências vividas pelo protagonista no seriado o preparam para as aventuras do segundo filme.
“É a primeira vez que as crianças estão completamente sozinhas, sem pais ou adultos. Elas vão ter que cuidar de si mesmas”, conta Brown.

O fato da história sair de Berk foi um dos cuidados dos criadores para que o espectador novato, que nunca entrou em contato com nenhuma das adaptações, não ficasse perdido naquele universo.

Inicialmente voltada para os meninos, a série recebeu fortes personagens femininas e pode chamar a atenção das meninas também. “Ainda mais com o romance entre o Soluço e a Astrid que tivemos espaço para desenvolver. Mas bem devagarinho!”, brincou Brown.

O relacionamento entre Soluço e Astrid não é o único que vai ser explorado no seriado. “Haverá episódios inteiros sobre outros personagens, o que não dá para fazer nos filmes por falta de tempo”.

Mesmo assim, a base continua sendo a amizade entre Soluço e Banguela. O simpático dragão, que às vezes se parece com um gato ou com um cachorro, está sempre perto de seu companheiro.

Pensando nisso, os escritores da série criaram um recurso que eles chamam de WT (“Where is Toothless”, ou onde está o Banguela, em português).

“Se o Banguela desaparece da história por muito tempo, escrevemos no roteiro WT. Ele sempre tem que estar ali com o Soluço, não podemos perdê-lo de vista”, contou Brown.

Por Folhapress

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