Economia

Comitê discute iniciativas para o agronegócio no Amazonas

Iniciativas agrícolas e de abastecimento que garantam os preços mínimos da produção familiar de itens regionais, na capital e no interior do Amazonas, lideradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foram os principais temas abordados no 4º encontro do Comitê de Apoio ao Desenvolvimento do Agronegócio, realizado na última quinta-feira (1º), na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

O analista de operações da Conab, Thomaz Meirelles, disse que o órgão contribui para a sustentação de projetos de produtores rurais, comprando a produção da agricultura familiar. Segundo Meirelles, desde 2003, a Conab compra a produção e doa para programas sociais coordenados pelo Mesa Brasil, programa do Serviço Social do Comércio (Sesc), de bancos de alimentos contra a fome e o desperdício.

“Toda aquisição dos produtos regionais de mais de 50% dos municípios que compramos são destinados ao Mesa Brasil. De 2014 a 2015, doamos mais de 4 mil toneladas de produtos para a Região Metropolitana de Manaus (RMM). A distribuição dos alimentos é realizada pelo Sesc e contempla número superior a 100 programas sociais”, informou Meirelles.

O analista de operações destacou os principais programas do setor primário, desenvolvidos pela Conab, dentre eles o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), lançado no governo Lula e, que vem atendendo a demanda específica do Amazonas, e o de Capital de Giro, que antecipa valor ao produtor para aquisição de produtos e materiais e, desse recurso, é cobrado 4% de juros ao ano. “A exemplo do programa de Capital de Giro, temos a produção de castanha, em Lábrea e Manicoré, e de guaraná, no município de Urucará, e do Consórcio de Sateré Mawé”, disse.

Meirelles destacou também a ação da Conab voltada ao extrativismo, a Política de Garantia de Preços Mínimos, que paga diferença ao extrativista e negocia a produção por um preço abaixo do previsto pelo governo federal.

Como exemplo, o analista apresentou o caso da borracha que, hoje, o seringueiro e as cooperativas vendem o quilo por R$ 2,50, sendo que o preço mínimo tabelado pelo governo federal é de R$ 5,22 o quilo. A quantia restante é paga pela Conab ao produtor para garantir sua produção e renda.

O secretário executivo da Secretaria de Produção Rural (Sepror), Valdenor Cardoso, disse que a criação do Comitê do Agronegócio dará força para o setor primário devido ao apoio de instituições firmes e mobilizadoras da sociedade e do governo.

“Sem essa integração tudo fica mais difícil. Esperamos com esse comitê, patrocinado pela Fieam, que é o braço da economia do Amazonas, e pela força institucional da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária), romper as barreiras do agronegócio no Estado”, disse.

Os eixos programáticos da Sepror, por meio do Plano Safra, no Amazonas, contemplam piscicultura e pesca manejada, fruticultura e produtos regionais; manejo sustentável dos recursos naturais, produção sustentável da pecuária, infraestrutura de apoio à produção sustentável, gestão da capacitação e difusão de tecnologias de produção sustentável, agricultura indígena, agroecologia e produção orgânica, certificação da produção sustentável, e apoio à comercialização.

Segundo Cardoso, o órgão possui alguns desafios para que as iniciativas propostas de ampliação do Plano Safra funcionem efetivamente, como o fortalecimento das estruturas operacionais, ordenamento do arranjo institucional, fomento da infraestrutura de apoio à produção (estradas vicinais, agroindústrias, provimento de insumos agrícolas, etc), priorizar a agenda do setor primário na sociedade amazonense e a captação de recursos. A próxima reunião do Comitê do Agronegócio será realizada no dia 22, às 16 horas, na Faea.

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir