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Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral denuncia manobra na Câmara de Parintins

Os líderes do Comitê anunciaram uma grande mobilização na cidade, inclusive, com a ocupação da Câmara pelos integrantes do MCCE - foto: Tadeu de Souza

Os líderes do Comitê anunciaram uma grande mobilização na cidade, inclusive, com a ocupação da Câmara pelos integrantes do MCCE – foto: Tadeu de Souza

O presidente do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Professor Alexssandro Medeiros, denunciou na tarde de ontem uma manobra, segundo ele, para retirar do Conselho de Ética da Câmara municipal o vereador Nelson Campos (PRTB) indicado para o colegiado pela presidente interina da casa, Karine Brito (PHS).

Medeiros disse que a eleição para o Conselho de Ética realizada na sessão de ontem, no plenário Raimundo Almada favorece aos dois vereadores afastados pela Justiça e que foram denunciados tanto pelo Comitê quanto pelo cidadão de Parintins, Dietrich Esmaile Mendes.

“O que assistimos ontem foi a desmoralização da Câmara municipal com a anulação dos atos praticados pela presidente interina, Karine Brito. Esta eleição tinha apenas uma finalidade: excluir o vereador Nelson Campos do Conselho. Por que? A gente já sabe”, denunciou.

Os líderes do Comitê anunciaram uma grande mobilização na cidade, inclusive, com a ocupação da Câmara pelos integrantes do MCCE.

A polêmica em torno da presença do vereador Nelson Campos no Conselho de Ética começou quando o vereador Ernesto de Jesus (PEN) apresentou um requerimento na semana passada anulando os atos praticados pela presidente interina Karine Brito, entre os quais a indicação do vereador em questão para o Conselho. Ontem, houve a eleição e Campos perdeu.

O vereador Ernesto de Jesus (PEN) contestou as críticas do MCCE, afirmando que seu requerimento obedeceu ao que manda o regimento interno, tanto que foi aprovado por unanimidade. Ele negou que esteja agindo para inocentar os vereadores afastados do Legislativo. “Não houve nenhuma manobra, a presidente praticou um ato nulo de direito. Ela só poderia indicar alguém para o Conselho de Ética se fosse do mesmo partido e o vereador Nelson não é do PHS, portanto, corrigimos apenas um erro”, defendeu.

Karine, por sua vez, afirmou que seus atos foram baseados no artigo 133 do regimento interno da Câmara. A presidente disse que essa iniciativa do vereador Ernesto de Jesus vai retardar o trabalho do Conselho de Ética em relação ao pedido de cassação dos colegas que estão afastados aguardando sentença da Justiça.

O vereador Rildo Maia (PMDB), outro bastante criticado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, disse que via com normalidade as críticas e a reação da galeria à sua eleição. Ele disse que vai trabalhar dentro da lei no Conselho. “Não vou inocentar nem perseguir ninguém, vamos fazer o que a lei manda, é simples”, disse.

Por Tadeu Souza

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