Economia

Comércio teme a escassez de mercadorias em Manaus

Depois de anunciar a demissão de aproximadamente cem trabalhadores do comércio varejista da capital amazonense, representantes do comércio agora temem a escassez de produtos em Manaus, caso a greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) se estenda. O setor já enfrenta a redução de fornecimento de mercadoria em supermercados, restaurantes, lojas de peças, entre outros.

O alerta foi feito ontem pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, durante reunião com deputados estaduais e empresários do setor comercial. O encontro na sede da entidade empresarial, situada na Zona Centro-Sul, tratou justamente da greve dos servidores da autarquia e os impactos na economia do Estado.

Segundo Assayag, algumas empresas do comércio estão com o estoque reduzido e outras nem tem mais produtos para atender o consumidor, principalmente as de médio e pequeno porte, que foram abertas no último trimestre do ano. “Tem loja com somente 50% das prateleiras com produtos. E mesmo um juiz federal determinando que a Suframa libere 30% das mercadorias, o problema é que chegando 100 carretas por dia sobram 70 diariamente”, enfatizou.

Além disso, o presidente da CDL-Manaus revelou que empresas fornecedoras estão liberando apenas 50% dos produtos porque sabe que a mercadoria demorará a ser liberada pela Suframa e os produtos podem vencer, levando os comerciantes a não querer comprá-la. “Com as empresas pagando o armazenamento das mercadorias não liberadas o comércio ficará sem produto e o que tiver vai ficar mais caro”, alertou.

O presidente da Comissão de Indústria, Comércio Exterior e Mercosul, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Serafim Corrêa (PSB), lamentou a greve dos servidores da Suframa e frisou que o ato decorre da insensibilidade do governo federal a  uma questão que se arrasta há anos.

“Não vemos nenhum aceno por parte do governo para essa questão e tudo que prometeram não cumpriram”, observou. O parlamentar destacou que a Aleam, na medida do possível, tem se manifestado para que haja uma solução definitiva.

Por Silane Souza (equipe Jornal EM TEMPO)

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