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Comércio local tem alta nas vendas com o Carnaval

Movimento de consumidores nos estabelecimentos comerciais que vendem artigos carnavalescos teve aumento neste ano – foto: Marcio Melo

Movimento de consumidores nos estabelecimentos comerciais que vendem artigos carnavalescos teve aumento neste ano – foto: Marcio Melo

Em dificuldades, o comércio amazonense deverá ter crescimento de apenas 1% no período do Carnaval. A estimativa é do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag.

Segundo ele, o cenário atual não é favorável para o comércio local, pois a recessão ainda deixa os consumidores temerosos para a compra. “Antes era bom nesse período, mas hoje estamos brigando para chegar nesse 1% de crescimento”, observou Assayag.

De acordo com o gerente da loja Elas Modas, Lazimar Holanda, desde o ano passado, o quantitativo de vendas tem oscilado bastante e, por este motivo, o consumidor continua retraído. “O desemprego afeta a economia. O fluxo de clientes é muito menor. Nas lojas do centro da cidade não se vê aquela quantidade de pessoas de antes. Talvez não vamos ter crescimento de vendas nesse Carnaval”, disse, ao salientar que é de praxe o comércio ter um decréscimo nas vendas após o período das festas de Carnaval.

Lazimar afirmou ainda que a saída para desafogar o cenário de retração são os preços baixos e a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor. Por sua vez, uma funcionária da Confecção Festas, que pediu para não ser identificada, afirmou que o comércio no geral já viveu dias melhores. “Os produtos voltados especificamente ao Carnaval têm saída, porém não na mesma proporção dos anos anteriores”, disse.

Assayag revelou que mesmo com a chegada das datas festivas – onde tradicionalmente a economia fica mais aquecida – o comercio ainda não tem envergadura para voltar a contratar novos funcionários. “As contratações estão zero. A nossa recomendação aos lojistas é que, pelo menos, segurem os funcionários que estão empregados”, disse.

Na avenida Eduardo Ribeiro, os gerentes das lojas possuem opiniões similares. Eles afirmam que devido à falta de clientes, não há contratações nas lojas. “A falta de presença do consumidor levou o comércio, inclusive, a não contratar os temporários para as ocasiões onde tradicionalmente a demanda era maior”, disse um gerente que não quis ser identificado.

Páscoa

Conforme Assayag, na Páscoa deste ano a quantidade de chocolate deverá ser menor do que em anos anteriores.

Segundo ele, serão 5% a menos, do que Manaus está acostumada a receber dos produtores de chocolate. “Neste ano, os produtores não querem devoluções. Antes o que sobrava, voltava para a fábrica, o medo deles é que a quantidade seja maior neste ano por todos os problemas que a economia brasileira tem enfrentado”, explicou o presidente da CDL Manaus.

Por Asafe Augusto

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