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Comércio local faz ajustes para manter as vendas juninas

Lojas do centro de Manaus estão abastecidas com produtos voltados para o período de festas juninas, apesar da expectativa pouca animadora dos empresários de que as vendas vão manter o mesmo ritmo de 2015 – foto; Diego Janatã

Lojas do centro de Manaus estão abastecidas com produtos voltados para o período de festas juninas, apesar da expectativa pouca animadora dos empresários de que as vendas vão manter o mesmo ritmo de 2015 – foto; Diego Janatã

A animação com as músicas e as cores do período junino nas lojas do comercio varejista amazonense reflete pouco a esperada recuperação que o setor espera. Para entidades como a Associação Comercial do Amazonas (ACA), o movimento de consumidores em busca de comprar itens paras as festas deve fechar as vendas do período no negativo em relação ao ano passado.

Para lojistas, a esperança é de que as vendas pelo menos empatem com o mesmo patamar do ano passado, como disse o encarregado de vendas, Felipe Sanches, da Tropical Multiloja, no Centro.

Para tanto, ele disse que a empresa que trabalha com itens sazonais como, por exemplo, Carnaval, festas juninas e de fim de ano, fez adaptações nos preços e nos itens, sem deixar de investir no ambiente, na busca por conquistar o cliente e manter o volume de consumo.

“Não podemos deixar de investir em mercadoria e na produção daquilo que o cliente pede, como itens de São João para festinhas de aniversário para crianças, que tem bastante nessa época do ano”, disse o empresário.

Ele observou que a empresa conseguiu manter a maioria dos produtos com preços do ano passado e apenas alguns foram reajustados.

“Não existe chapéu de palha mais barato. A diferença que faz é o volume que compramos do fornecedor e, neste ano, compramos o mesmo patamar de 2015”, explicou.

Felipe reconhece que o comércio como um todo segue num quadro de recessão, mas observou que é o mesmo patamar de 2015.

“O desemprego aumentou muito. Fábricas no distrito industrial fecharam e as pessoas que podem comprar, resolveram segurar um pouco. Nesse sentido, as vendas caíram, mas no geral as pessoas não deixaram de comprar, elas apenas compram menos e num período como esse, estão reaproveitando mais material do passado”, apontou.

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, afirmou que apesar da recuperação da confiança dos empresários, após as mudanças no cenário político e econômico do Brasil, a expectativa é negativa. “Claro que existe toda uma motivação, não só do comércio, mas da população como um todo, com a mudança de governo. Mas, estamos com uma esperança grande de que esse novo governo dê certo”, disse.

Para ele, o sentimento de que o país segue agora no rumo da recuperação, não quer dizer que a crise vá embora logo por conta desses fatores. “Não acredito em números positivos neste ano. Tivemos um mês das mães fraco, um Dia dos Namorados também fraco e acabou de sair o índice do serviço, no qual o Brasil ficou menos 5% e o Amazonas menos 15% e o turismo era o único segmento que estava em franco crescimento. Mas, pelo menos nos resta motivação”, afirmou

Bicharra avaliou que, apesar de um “bom” quadro de ministros formados pelo governo Temer em busca da recuperação, mas são os empresários que vão ter que salvar a crise “como sempre foi”.

Por Emerson Quaresma

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