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Comércio local deve abrir 10 mil vagas temporárias

Segundo a ACA, contratações de funcionários temporários começarão a partir de outubro e vão até dezembro deste ano -  foto: arquivo EM TEMPO

Segundo a ACA, contratações de funcionários temporários começarão a partir de outubro e vão até dezembro deste ano – foto: arquivo EM TEMPO

Em meio à recessão, e crise econômica a contratação de funcionários temporários está ameaçada. Mas apesar do cenário incomodo e da queda de 15% no faturamento do comércio, o setor estima contratar 10 mil temporários até dezembro deste ano.

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA) Ismael Bicharra, afirmou que independente do cenário de crise ou não, as contratações vão acontecer. Bicharra ressaltou que talvez elas ocorram em um numero menor, mas serão contratados temporários porque, segundo ele, existe o aquecimento das vendas no período de fim de ano.

“Normalmente as contratações são feitas em setembro para ter tempo de treinar os funcionários. De uma forma ou de outra as empresas estão contratando sim”, afirmou o presidente da ACA, ao lembrar que em 2014 foram 15 mil contratações para o comercio.

Já para este ano Bicharra avalia que a estimativa é menor. “Se nós consideramos a queda do setor, esse ano serão contratados 10 mil temporários. Isso é decorrente da queda de 15% no faturamento do comercio”, avaliou.

Alguns lojistas do centro da cidade afirmam que não pretendem contratar temporários para os derradeiros meses do ano. É o que conta o gerente de uma loja de eletrodomésticos, Jackson Teixeira de Oliveira, 29. “No comércio não tem como desligar porque dependemos dos clientes, e no nosso caso buscamos trabalhar com um quadro enxuto de funcionários. Vamos manter o padrão nesse fim de ano, temos 16 vendedores e não vamos contratar, a não ser que seja para repor a saída de alguém”, afirmou.

De acordo com o lojista Manuel Fonseca, o estabelecimento no qual ele é gerente vai segurar as contratações até 1º de outubro. Segundo ele, a loja tem o hábito de contratar 12 temporários para o fim de ano, mas Fonseca ressalta que nesse ano o quadro será menor. “Vamos esperar mais um pouco e analisar o quanto poderemos contratar. Talvez essa estimativa mude com o aumento do fluxo de pessoas, isso se for liberado o 13º salário, acredito que talvez as pessoas voltem a comprar como antes, mas agora está fraco e não temos como bancar os 12 temporários que pretendíamos contratar”, disse.

Recentemente o presidente da Câmara de Dirigentes dos Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, contou ao EM TEMPO que o mercado está volátil para contratações feitas no fim do ano. “Trabalhamos forte em manutenção dos empregos que temos hoje para que ninguém seja demitido”, observou.

Empresários evitam fazer estoque grande

Outro fator decorrente da dificuldade de vendas é o cuidado com o estoque.

Alguns empresários do setor de comércio se mostram temerosos em fazer estoque para o fim do ano. É o caso do gerente Junior Magalhães da Cruz, 33. O gestor afirma que em 2015 a loja não deixará de comprar produtos, mas a quantidade não será a mesma em relação a 2014.

Segundo ele, a empresa tem evitado fazer estoque para o fim de ano. Para atingir essa meta, o empresário admitiu que diminuiu a quantidade do pedido para evitar transtornos maiores.

“Esperamos que a partir de novembro a demanda volte novamente aos padrões dos anos anteriores. Sapatos e roupas – que é o nosso seguimento -dificilmente investirão em um grande estoque de produtos, diferente dos meios eletrônicos que tem um habito de estocar muitos produtos para o fim de ano”, observou.

Consumidor

A esteticista Débora Luciana, 27, afirma que não está se preparando para comprar como nos anos anteriores.

A consumidora conta que o pensamento é de segurar os gastos para não sofrer com a crise econômica.

“Esse ano não penso em comprar, se eu precisar adquirir algo vai ser só pela necessidade, para não sofrer as consequências da crise”, avaliou.

Por Asafe Augusto

 

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