Economia

Comércio de grama prevê alta de 80% neste verão no AM

A grama esmeralda é a mais vendida em Manaus, pela capacidade de resistir ao clima – fotos: Marcio Melo

O verão amazônico se aproxima e traz um cenário de otimismo para o setor de comércio de grama em Manaus. Nessa temporada, segundo empresários do segmento, os negócios do ramo deverão movimentar a economia local e alcançar um crescimento de até 80% nas vendas. Alguns estabelecimentos já registraram alta na procura do produto bem maior que no mesmo período do ano passado.

A grama que é cultivada nos municípios de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus) e de Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros de Manaus) abastecem o comércio da cidade. Os empreendedores do setor apostam no mercado por conta da ampliação da cultura da sustentabilidade e da busca do verde na busca pela redução do calor.

Segundo a proprietária da floricultura Flora Bela Vista, Rosária Gomes, 60, a grama que comercializa é produzida em Rio Preto e Presidente Figueiredo pelo fato de a capital não ter área suficiente para o cultivo do material. Segundo Rosaria Gomes, a grama que vende na loja localizada na avenida do Turismo, Tarumã, Zona Oeste, precisa de uma área bastante plana para o cultivo.

Rosária explica que o comércio da grama cresceu bastante nos últimos 3 anos, com o aumento da temperatura térmica na capital, agravada pelos desmatamentos. Outro motivo foi o crescimento do mercado de construção civil no Amazonas, que usa grama na composição do paisagismo dos empreendimentos de moradias populares a residenciais de alto padrão.

Com a chegada da estação do ano que movimenta os setores imobiliário e construção civil, as vendas do segmento aumentam

Sobre o preço da grama comercializada na capital amazonense, Rosária explica que no pátio, onde é cultivada, o metro quadrado custa em média R$ 3. Para chegar em Manaus, com transporte, ele passa de R$ 4 ou R$ 4,50, e é comercializado por até R$ 6. “O mercado melhorou bastante, mas trouxe uma concorrência de quase 200%. Cheguei a vender 700 metros quadrados de grama, mas, agora vendo, aproximadamente 200 metros”, diz.

A responsável pela Amazonas Garden, Carmem Gomes, 45, estabelecimento também localizado na avenida do Turismo, explica que existe um público grande que adquire a grama. Conforme Carmem, o verão é o período em que mais se vende o produto e que nas primeiras semanas já se pode deslumbrar um crescimento de 80% em relação ao mesmo período do ano passado.

Carmem diz que, atualmente, vários moradores do entorno da avenida Tarumã e alguns condôminos vêm comprando a grama. A responsável pela Amazonas Garden explica que as grandes construtoras costumam comprar o material direto do local de cultivo.

Sobre as formas de pagamentos para a compra da grama, Carmen informa que o consumidor pode comprar o produto por meio do cartão e no dinheiro, com possibilidade de parcelamento de três vezes, sem juros, ou até seis vezes com juros.

A grama mais encontrada no Amazonas é a esmeralda, por ser mais resistente ao clima amazônico. “Há outras espécies de grama, como a amendoim, que tem uma flor amarela e é bastante usada para paisagismo. Temos ainda a grama preta, que é só para sombra, mas trabalhamos com a grama esmeralda, que é bastante resistente e serve para construção de campos de futebol”, afirma.

O funcionário do cemitério Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã, Manoel Feitosa, 38, conta que muitas famílias compram grama para ornamentar as sepulturas. Segundo ele, a grama esmeralda é recomendada para esses casos por ser resistente ao clima, além de impedir o
crescimento de mato.

Henderson Martins
EM TEMPO

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