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Comércio amazonense estima crescimento tímido no Dia das Crianças

 Pesquisa da CLD Manaus mostra interesse pela compra presente como vestuários e brinquedos - foto: Mário Oliveira

Pesquisa da CLD Manaus mostra interesse pela compra presente como vestuários e brinquedos – foto: Mário Oliveira

O Dia das Crianças para comércio varejista deste ano renderá aumento de apenas 1% no volume de vendas, ante o mesmo período de 2014, conforme pesquisa da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus).

Segundo a vendedora da loja infantil Roda Gigante, Odnéa de Lima, o fraco movimento prejudica o comércio. “O Dia das Crianças sempre movimentava bem as lojas do Centro, mas agora está parado”, afirmou. Ela ressaltou que em relação ao mesmo período de 2014 as vendas estão 30% menor.

O proprietário da loja, segundo a vendedora, comprou menos estoque neste ano para não sofrer com o excesso de produtos parados. “Não adianta comprar e tudo ficar parado. Desse jeito teremos prejuízo”, observou.

Para o microempresário Luiz Oliveira, 37, o momento deve ser de cuidado com os gastos. Ele afirma que tem pesquisado mais para presentear o filho de 6 anos. “Todo pai deseja dar o melhor para o filho, mas do jeito que o Brasil anda, está complicado comprar presentes nesse ano”, ponderou.

Conforme a CDL Manaus, a expectativa de crescimento de 1% em relação a 2014, resultará num faturamento médio de R$ 41.866 milhões de receita bruta.

A pesquisa apontou que, diante do cenário econômico, os consumidores procuram não se endividar com o cartão de crédito. Preferem pagar os presentes em dinheiro. Conforme a pesquisa 68% dos entrevistados assumiu que vão comprar à vista, 26% devem pagar com cartão de crédito e apenas 4% com cartão da loja. O valor das compras será em média R$ 101.

Mesmo no Dia das Crianças, que era época de boa movimentação, o comércio não pretende contratar neste ano. Segundo o presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, as lojas de brinquedos descartam contratações em grande escala para atender a demanda.

Enquanto 350 pessoas foram contratadas para o período em 2014, a previsão para este ano é de contrações apenas substituir funcionários com baixo desempenho. “A previsão é de nenhuma nova vaga. Quem contratar deve ser para repor alguém que demitiu”, ponderou Assayag.

Por Asafe Augusto

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