Economia

Comerciantes relatam prejuízos e dizem fazer ‘malabarismo’ para quitar débitos com a greve dos bancos

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Lojistas de Manaus buscam alternativas na internet para quitar pagamentos, devido ao fechamento das agências bancárias – foto: Ione Moreno

Os proprietários de lojas em Manaus estão com a administração financeira prejudicada com a greve dos bancos, que já dura 15 dias e fechou quase 100% das agências até esta segunda-feira (19), apenas na capital amazonense.

Como solução os empresários concentraram os serviços administrativos pela internet ou foram em busca das poucas agências que ainda estão abertas na cidade. Segundo eles, a greve atrapalha o pagamento de contas e a movimentação financeira das empresas.

O problema mais grave encontrado foi com o proprietário da loja Arts Calçados, Edson Belém, que não estava recebendo os repasses bancários referentes ao pagamento que os clientes faziam com o cartão de débito. “Mesmo não precisando da agência para receber o repasse, o banco não o fazia. Como solução, decidimos mudar para outro serviço que fazia a transferência do dinheiro mais rápido para a nossa conta”, explicou.

Edson contou, ainda, que a empresa explora serviços bancários on-line, mas para outros como depósitos, o jeito foi buscar as poucas agências bancárias que ainda estão abertas pela cidade. Ele encontrou uma agência em funcionamento na avenida Brasil, no bairro Compensa, Zona Oeste, e a outra na rua Amazonas. “Temos preocupação com assalto, então, é bom ter dinheiro em conta para mandar os cheques e cobrir as duplicatas que têm em aberto no dia”, contou o empresário.

Outra estratégia usada pela empresa Arts Calçados foi antecipar os pagamentos duas semanas antes da greve começar. Edson teme que as agências fechem totalmente, conforme prometeram os bancários. Para isso, o lojista já pensa no que fazer para não ter os negócios prejudicados mais uma vez. “Vamos ligar para as fábricas e pedir a prorrogação dos títulos”, disse.

Já o ex-bancário, e hoje, comerciante e também dono de indústria de confecção, Carlos Aberto, explora 100% os serviços que o banco dispõe por meio do chamado gerenciador financeiro, e não precisa ir às agências para fazer a administração do capital da loja Sandra Diniz Moda Íntima, também localizada no centro de Manaus. Carlos lamentou o fato de ter dificuldades na hora de fazer depósito, com as agências fechadas, que torna a tarefa bem mais complicada.

“Os bancos investem pesado em tecnologia para que os usuários precisem ir menos às agências. Hoje, faço pagamento, transferência, vejo saldo e aplico dinheiro na poupança, tudo pela internet”, contou Carlos Alberto.

Dificuldades

Dona de uma loja de artigos orientais, Rayssa Gu disse estar sendo prejudicada de várias formas com a greve dos bancos. A arrecadação da loja caiu, causando dificuldade até para pagar o aluguel do estabelecimento.

Por Joandres Xavier

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