Cultura

Comédia com André Gonçalves neste fim de semana em Manaus

André Gonçalves é Débora, a divorciada, inteligente e irônica- foto: divulgação

André Gonçalves é Débora, a divorciada, inteligente e irônica- foto: divulgação

Pela pouca maquiagem, figurino minimalista e certa dificuldade de se manter sobre o salto, o espectador vai perceber logo de cara que são homens interpretando personagens femininas. Não é por falta de apuro estético, é de propósito. Assim é a comédia ‘Amigas pero no mucho’, nova montagem da Fred Soares Produções, que volta a realizar um espetáculo baiano depois de 10 anos e que entrou em turnê nacional a partir deste mês.

Em Manaus, a peça será apresentada amanhã, às 21h, e domingo (19), às 19h, no palco do Teatro Manauara. Os ingressos estão à venda pelo site www.ingresse.com e na bilheteria do teatro, localizada no Piso Buriti, do Manauara Shopping (avenida Mário Ypiranga Monteiro, 1.300, Adrianópolis). Os valores são R$ 50 (meia-entrada) e R$ 100 (inteira).

‘Amigas pero no mucho’, que tem texto da paulista Célia Forte, não tem a intenção de ser realista. É uma comédia de costumes, dirigida por José Possi Neto, que traz o ator André Gonçalves no papel principal e, com os atores baianos Lucio Tranchesi, Widoto Áquila e Agnaldo Lopes, apresenta as amigas Débora, Fram, Sara e Olívia, respectivamente.

Na peça estão Fram (Lúcio Tranchesi), ninfomaníaca que gosta de meditação e tem uns tiques nervosos; Débora (André Gonçalves), a divorciada, inteligente e irônica, que ainda sonha com o príncipe encantado; Sara (Widoto Áquila), a executiva reservada e bem-sucedida que fuma descontroladamente e não tem papas na língua; e Olívia (Agnaldo Lopes), uma ex-rica desiludida que hoje dirige uma van escolar para sustentar marido e filhos.

“A primeira vez que li o texto, confesso que fiquei um pouco preocupado, não achei verossímil. Mas percebi que conheço mulheres assim. Sempre tem aquela inveja da mais jovem, da mais rica, da mais bonita”, analisa o ator, Lúcio Tranchesi, que recentemente interpretou um travesti na peça ‘Salmo 91’.

A personagem Sara carrega a cruz de ser filha de um político corrupto. “O calcanhar de Aquiles dela é a história do pai, mas ela garante que o dinheiro dela não é sujo”, defende o seu intérpretre, Widoto Áquila. Para se colocar no lugar de Olívia, Agnaldo Lopes só fez uma exigência. “Só pedi que o sapato não fosse muito alto porque nunca andei de salto”, revela o ator, habituado a encarnar personagens másculos como cangaceiros e delegados.

Completa o quarteto a Débora de André Gonçalves. É na casa dela que a trama se desenrola, com revelações de fazer arrepiar até os cabelos das perucas. Um dos babados vem da própria anfitriã, que resolve contar para todo mundo que o pai é gay.

A atual montagem conta com o cenário do francês Jean Pierre, coreografia de Rita Brandi e direção musical de Miguel Briamonte. Os sapatos usados em cena são assinados por Fernando Pires, que desenhou modelos exclusivos para o espetáculo. A classificação etária é 16 anos.

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