Economia

Começa nesta terça-feira a greve dos bancários no Amazonas

População amazonense deverá ter problemas para usar os serviços bancários a partir desta terça feira (6) - foto: Márcio Melo

População amazonense deverá ter problemas para usar os serviços bancários a partir desta terça-feira (6) – foto: Márcio Melo

A partir desta terça-feira (6), bancários de todo o Brasil, inclusive do Amazonas, entram em greve por tempo indeterminado.

O Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM) informou que a previsão é de que, em Manaus e no interior do Estado, sejam alcançadas 100% da categoria pela paralisação. Ao todo, 150 agências no Estado não irão funcionar, desse número 120 na capital.

“Até agora, 3,5 mil bancários no Estado do Amazonas, sendo 3 mil, só na capital, já aderiram à greve, a expectativa é de que todas as agências paralisem o atendimento ao público, mas cabe aos bancários essa decisão”, informou a assessoria do sindicato.

A assessoria informou também que o ponto de concentração da greve, onde haverá uma manifestação, será em frente à agência da Caixa Econômica Federal, na rua Barroso, Centro, e ao Banco da Amazônia, no boulevard Álvaro Maia, Praça 14, a partir das 8h. A manifestação contará, a princípio, com os dirigentes sindicais.

Segundo o Seeb-AM, as primeiras agências a paralisar o serviço são as que atendem  maior público, como a agência Bradesco, na avenida 7 de Setembro, e a Caixa Econômica Federal, na rua Barroso, ambas no Centro.

A princípio, a expectativa do sindicato é a de que elas não funcionem para o público em geral, já a partir de hoje. A assessoria do Seeb-AM ressaltou que as atividades internas dos bancos não serão paralisadas.

A greve foi definida em assembleia na noite da última sexta-feira (2), na sede do sindicato. A categoria reivindica reajuste salarial de 14,78%, dos quais 5% de aumento e 9,31% de reposição da inflação, além de outros benefícios.

A categoria pede ainda a reposição de perdas dos vales-alimentação e refeição e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), piso salarial de R$ 3,9 mil, ampliação das contratações, proteção aos empregos e melhoria geral das condições de trabalho.

Recusa

Segundo o presidente do Seeb-AM, Nindberg Barbosa, a greve foi determinada após os bancários recusarem a contraproposta dos bancos. Segundo ele,  a contraproposta dos empresários, feita por meio da Federação Nacional do Bancos é um insulto para a categoria, pois sequer contemplou a reposição da inflação dos últimos meses.

A proposta da Fenaban foi de reajuste de 6,5% mais de R$ 3 mil de abono para os trabalhadores. O Comando Nacional dos Bancários disse que essa proposta representa perda real de 2,8%. A data-base dos bancários é no dia  1º de setembro e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) tem validade nacional.

Por Naritha Migueis

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