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Combater trabalho infantil requer conscientização, diz gerente do Peti

Maior incidência de casos de exploração de mão de obra infantil ocorre nas zonas Oeste e Centro-Sul –foto: Marcio Melo

Maior incidência de casos de exploração de mão de obra infantil ocorre nas zonas Oeste e Centro-Sul –foto: Marcio Melo

Os casos de maus-tratos a crianças e adolescentes geralmente contribuem para que as jovens vítimas acabem por abandonar o lar, buscando as ruas como refúgio, além de contribuir para o crescimento do trabalho infantil nos semáforos, praças e ruas de Manaus. A atividade, que vai de um simples truque de mágica, malabarismo, limpeza de para-brisas até lavagem de automóveis, vem afastando as crianças das escolas. Em alguns casos, o ato é ‘estimulado’pelos próprios pais.

Em vários pontos da capital é possível esbarrar com uma situação que favorece esse tipo de crime. Ser abordado por uma criança ou adolescente pedindo dinheiro para a alimentação ou para ajudar nos gastos da família transformou os espaços públicos, principalmente das Zonas Oeste e Centro-Sul em cenários perigosos.

“Cada vez que o condutor de um veículo faz a doação de qualquer valor para a criança/adolescente, com o intuito de ‘ajudar’, contribui indiretamente para o crescimento da violação. Engana-se quem acha que está promovendo uma boa ação. Simplesmente está promovendo essa prática para que outras crianças venham para o mundo do trabalho infantil e exploratório, colocando assim suas próprias vidas em risco social”, avalia Iracilda Correia, gerente do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).

De acordo com ela, após a retirada das ruas, a criança/adolescente é encaminhada a um Serviço de Acolhimento. Caso tenha família, será levada à residência da mesma, que é notificada pelo Conselho Tutelar. Posteriormente, a família será referenciada aos equipamentos Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Centro de Referência de Assistência Social (Cras), para a realização dos serviços já sinalizados. Ela ressalta que a maior incidência se concentra nas zonas Centro-Sul e Oeste, porém os menores residem no bairro Colônia Antônio Aleixo e outros da Zona Norte.

Na tentativa de reduzir e controlar essas situações, a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) vem desenvolvendo atividades por meio da Abordagem Social e do Peti, realizando atividades em conjunto com os Cras e o Creas, onde atendem as famílias da maioria dessas crianças/adolescentes identificadas no trabalho infantil e exploratório.

Ações de sensibilização com condutores de veículos, nas feiras e mercados, estão sendo realizadas por meio dos programas específicos para menores da Semmasdh. Além disso, nas datas comemorativas, vem ocorrendo ciclo de palestras nas escolas (aonde se concentram esse público), articulação junto ao setor da educação para que se possa garantir a permanência dessas crianças/adolescentes que costumeiramente são identificados com alta evasão escolar, fato esse discutido com as famílias durante os atendimentos pelas equipes dos Creas.

Por Gerson Freitas

1 Comment

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  1. carlos sergio

    25 de abril de 2016 at 01:53

    na minha época o juizado de menores trabalhava hoje não sei nem se existe não vejo fazer nada para coibir essa pratica de menores ficarem pedindo nas ruas.

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