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Combate à corrupção exige novas estratégias de investigação

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Servidores de órgão de combate a corrupção participam de capacitação no MPE – foto: divulgação/ Assessoria

Combatida com maior rigor a partir da operação Lava Jato, que alcançou grande visibilidade, a prática da corrupção se aperfeiçoa e obriga os órgãos de combate ao crime organizado a criarem novas estratégias de investigação para identificar e punir os corruptos. Assim como a Lava Jato, que uniu a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal, os mecanismos de combate à corrupção exigem ações conjuntas. É essa integração que advogados, juízes, promotores e policiais aprendem no curso de Capacitação e Treinamento no Co mbate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, que começou nessa terça-feira, em Manaus, e vai até sexta-feira (29).   


A diretora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), Wandete de Oliveira Netto, afirmou que é essencial tornar os profissionais da justiça mais capacitados para identificar a corrupção e agir imediatamente.  “Vamos adquirir mais conhecimento para termos mais meios de combate”, disse Wandete, ao destacar que as ações de combate mostram que a corrupção não compensa. “Estamos nos aprimorando para combater o crime organizado, a corrupção e a lavagem de dinheiro”, disse.

Wandete discorda que a operação Lava Jato seja o início de uma ação mais efetiva contra a corrupção. “Nós já trabalhamos há muito tempo com investigações mais severas. A Lava Jato ficou mais conhecida por conta de toda a envergadura da operação”, disse, ao reforçar que no combate ao crime organizado ninguém deve trabalhar isoladamente. “É preciso haver parcerias. E a ajuda em comum da justiça de primeira instancia, o Ministério Público, e Policia Federal  é importantíssima para o sucesso da lava jato. Isso deve ser repetido em todas as operações”, ponderou.

O procurador geral da Justiça do Amazonas, Fábio Monteiro, disse que as atualizações são necessárias, pois, segundo ele, infelizmente a corrupção e lavagem de dinheiro ainda são recorrentes na sociedade. “É necessário que os membros e servidores de órgãos de combate que atuam contra o crime organizado se aperfeiçoem. É um absurdo a falta de medicamento em hospitais e outros fatos que resultam de corrupção, por isso devemos estar buscando novas técnicas de combate”, disse.

Plano Nacional

O curso que acontece na sede do MPE tem como público-alvo operadores do Direito que atuam na prevenção e combate à lavagem de dinheiro e corrupção no Estado, tais como membros do Ministério Público, magistrados, delegados de polícia, analistas da CGU, TCU, TCE, RFB, advogados gerais da União, defensores públicos.

O Evento está inserido no Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNLD), resultado de uma das ações da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCLA), consistindo em realização do DRCI.

Por Asafe Augusto

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