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Comandante do CPE solicita transferência de Adail Pinheiro para presídio comum

Segundo Rabelo, Adail perdeu o foro privilegiado depois que teve o mandato de prefeito cassado, o que permite a transferência - solicitada ao CPM- foto: arquivo EM TEMPO

Segundo Rabelo, Adail perdeu o foro privilegiado depois que teve o mandato de prefeito cassado, o que permite a transferência – solicitada ao CPM- foto: arquivo EM TEMPO

Depois de Adail Pinheiro ter o mandato de prefeito cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o comandante do Policiamento Especializado (CPE), tenente-coronel Cleitman Rabelo, requisitou a transferência  do ex-prefeito de Coari,  do CPE  para uma unidade prisional.

Segundo Rabelo, Adail perdeu o foro privilegiado depois que teve o mandato de prefeito cassado, o que permite a transferência – solicitada ao  Comando da Polícia Militar (PM). O ofício 1074 – Ajudância Geral 2015- foi encaminhado  ao juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Luís Carlos Valois,  no dia 8 de junho.

Em nota,  a assessoria informou que “desde que assumiu o CPE, o tenente-coronel Cleitman Rabelo articula junto à VEP a transferência de Adail Pinheiro do quartel do Batalhão para uma unidade prisional comum”.

Ainda de acordo com  o CPE, o ex-prefeito cumpre pena no Policiamento Especializado por ordem judicial –  não revogada –  “não sendo competência da instituição explicar os motivos, mas cumprir o pedido até que haja deliberação contrária”.

Crime

Adail  Pinheiro teve a prisão decretada pela Justiça no dia 7 de fevereiro de 2014. O ex-prefeito foi condenado há 11 de prisão por exploração sexual de crianças e adolescentes e acusado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) de chefiar com mais  seis secretários municipais, uma rede de exploração sexual e prostituição de menores no município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus).

Desde 8 de fevereiro de 2014, Adail Pinheiro cumpre pena no Batalhão da Cavalaria da Polícia Militar do CPE na capital amazonense. Após se entregar na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, os advogados do ex-prefeito postularam a prisão especial para assegurar a segurança e a integridade de Adail.

Conforme a justificativa do comandante do CPE, a transferência do ex-prefeito se faz necessária já que o réu não tem mais foro privilegiado. O tenente-coronel Cleitman Rabelo informou que o papel do Batalhão é combater a criminalidade nas ruas e não cuidar de preso.

“O quartel recebe quase que diariamente os seus advogados. Suas presenças acabam quebrando a rotina e causando transtornos no batalhão”, justificou.

O advogado de Adail Pinheiro, Fabrício de Melo Parente desconhece o pedido solicitado pelo comandante do CPE. O advogado ressalta que a VEP trata apenas de transferência de presos definitivos e não de provisórios.

Por Josemar Antunes

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