Dia a dia

Com viaturas ‘sucateadas’, IML recorre a SOS Funeral para remoção de corpos

Na segunda-feira (22) o corpo de uma mulher assassinada foi removido de forma improvisada, em uma rede, e com o auxílio de vizinhos. Corpo foi transportado para o IML em uma Kombi do SOS Funeral. - foto: Arthur Castro

Na segunda-feira (22) o corpo de uma mulher assassinada foi removido de forma improvisada, em uma rede, e com o auxílio de vizinhos. Corpo foi transportado para o IML em uma Kombi do SOS Funeral. – foto: Arthur Castro

Na segunda-feira (22) o EM TEMPO denunciou que as viaturas do Instituo Médico Legal (IML), onde os corpos são removidos, estavam paradas por falta de manutenção adequada, o que fez com que ficassem sem condições de uso. As remoções hoje são realizadas de forma improvisada em Kombis de apoio pertencentes ao SOS Funeral, serviço disponibilizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh). E é somente por conta desse auxílio que os corpos estão sendo removidos para o IML.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas, Cleverson Redivo, no domingo, quando a primeira denúncia de falta de viaturas foi feita por servidores do IML, o sindicato procurou informações sobre como a situação poderia ser resolvida e foi informado de que o Estado está com uma licitação pronta para a aquisição de novas viaturas. No entanto, quando a informação foi confrontada com dados existentes na Secretaria de Fazenda do Amazonas (Sefaz) descobriu-se que não há recursos para a aquisição de novas viaturas.

Conforme Cleverson, em Manaus existem três viaturas para atender toda região metropolitana e há seis meses uma foi encaminhada para manutenção em uma oficina mecânica e até o momento não retornou as atividades. No último final de semana, uma segunda viatura foi guinchada enquanto seguia para uma remoção de um cadáver em Manacapuru, mas não conseguiu chegar ao local do crime e precisou ser levada para manutenção.

“Ficamos com apenas uma viatura para atender todas as ocorrências. Na segunda foi necessário que essa viatura saísse para uma remoção no Rio Preto da Eva e para que os serviços continuassem tivemos que usar a Kombi do SOS Funeral. Se não continuarmos recorrendo ao SOS Funeral os corpos vão ficar expostos por tempo indeterminado”, disse Cleverson.

Segundo o presidente do Sindicato, a preocupação da entidade é que o caso das viaturas se arraste por tempo indeterminado e esse trabalho improvisado perdure. “Temos receio que essa questão fique igual à reforma do prédio do IML. Desde 2012 aguardamos a reforma do prédio, mas ano após ano somos informados de que a reforma vai ser realizada no mês seguinte e esse próximo mês nunca chega. Mas o caso das viaturas para nós é mais urgente, já que a qualquer momento o SOS Funeral pode não ter mais como nos ajudar e não teremos como fazer as remoções”, alertou.

Embora haja boa vontade por parte da secretaria municipal em ajudar, Cleverson esclarece que a Semasdh possui outras atividades específicas, além disso há o fato de o veículo estar sucateado e apresentar riscos aos funcionários que atuam na área de remoção. Segundo Cleverson, há informações de que a empresa que ganhou a licitação para a compra de novas viaturas deve começar a adquiri-las até o final do ano.

Por Isabelle Valois (Jornal EM TEMPO)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Subir