Cultura

Com Rodrigo Santoro como Jesus, novo ‘Ben-Hur’ prega amor ao próximo

A releitura da história preserva os principais elementos narrativos que também aparecem na adaptação para o cinema de 1959 – foto: divulgação

A releitura da história preserva os principais elementos narrativos que também aparecem na adaptação para o cinema de 1959 – foto: divulgação

Jesus foi crucificado em uma Quarta-feira de Cinzas após uma nevasca, ao menos no set do remake de Ben-Hur, que estreia em 18 de agosto. Sob um ‘frio desesperador’, o ator brasileiro Rodrigo Santoro, que vive o Messias no longa, passou por uma sessão de maquiagem de seis horas antes de se posicionar seminu para gravar a cena.

Pediu à produção para que o fizesse em uma só tomada – preferia enfrentar as temperaturas congelantes de uma vez a “congelar e descongelar”, disse ele nesta terça (2), em entrevista coletiva pra promover o filme em São Paulo.

“É uma sensação indescritível estar pregado numa cruz e externalizar o sentimento do mundo”, afirmou Santoro. O brasileiro estava acompanhado pelo ator britânico Jack Huston, intérprete do protagonista Judah Ben-Hur.

A releitura da história, inspirada em romance homônimo do século 19, preserva os principais elementos narrativos que também aparecem na adaptação para o cinema de 1959. Dirigido por William Wyer, o longa se tornou um clássico do cinema americano com Charlton Heston no papel principal e tornou-se então o maior recordista do Oscar, com 11 estatuetas. ‘Titanic’ e ‘O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei’ também levaram posteriormente 11 troféus.

Ben-Hur é um dos líderes de Jerusalém que cai em desgraça e vira escravo nas galés de um navio romano após ser traído pelo irmão adotivo, oficial de Pôncio Pilatos. Em sua jornada, encontra-se com Jesus que, na atualização de 2016, fortalece o sentimento de perdão sobre o desejo de vingança que guia a adaptação de 1959.

“É uma mensagem um pouco diferente de redenção e perdão diante das atrocidades políticas e religiosas”, diz Huston, a respeito da atualização do épico.

Se no Império Romano estimulava-se a violência e a intolerância com os inimigos do império, hoje, “a gente vive o tempo do nem eu nem ele”, filosofa Santoro. Como lidar com isso? Nem a gente nem entende essa violência [que estamos vivendo].”

A famosa cena de corrida de bigas, uma das mais conhecidas do longa de 1959, exigiu disposição física de Huston. O ator levou ‘de três a quatro meses’ aprendendo a controlar os cavalos e teve de driblar o medo durante a gravação.

“O diretor me disse: ‘Você precisa se lembrar de atuar”, contou ele, enquanto tentava reproduzir sua expressão de espanto domando uma carruagem em alta velocidade. “Foi lindamente coreografado, e tudo o que você vê somos nós.”

Por Folhapress

 

 

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