Eleições 2016

Com nove candidatos, disputa pela prefeitura de Manaus promete ser acirrada e polarizada

A lei prevê ainda que nos três meses que antecedem as eleições têm de ser suspensas as transferências voluntárias de recursos da União e dos estados aos municípios – foto: divulgação

As eleições de 2016 dá mostras de algumas semelhanças com as realizadas em 2012 – foto: divulgação

O saldo das convenções partidárias, finalizadas na última sexta-feira, mostra que Manaus terá neste pleito uma disputa majoritária com nove candidaturas postas. Número semelhante ao registrado no primeiro turno das eleições municipais de 2012. Pelo menos seis dos nomes que estiveram concorrendo naquele pleito estarão, de novo, em 2016, correndo atrás do ‘sonho’ de administrar Manaus.

Os nomes ratificados durante as convenções e que deverão requerer seus respectivos registros de candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), até o próximo dia 15 são: o prefeito Arthur Neto (PSDB), que escolheu como vice o deputado federal Marcos Rotta (PMDB); o vice-governador Henrique Oliveira (SDD), que aposta no jovem empresário Alessandro Bronze (PRTB); o deputado federal Hissa Abrahão que, sem escolhas, optou por uma chapa própria do PDT, tendo como vice um correligionário, o deputado estadual Adjuto Afonso; o deputado José Ricardo (PT), que fechou aliança com o PCdoB, com o vice, o militante estudantil Yann Evanovick.

Também estão no páreo, o deputado Luiz Castro, que será a estreia do partido Rede na disputa eleitoral e, que terá como vice, o militante Agley Júnior, do PMN; o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PR), que amealhou o apoio do PSD, por meio do vice, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Josué Neto; professor Queiroz, do Psol, que vem mais uma vez com o PCB, por meio da vice, Thaly Nayandra; o deputado Serafim Corrêa, que também vem em chapa ‘puro sangue’ com a professora Cristiane Balieiro; e, por fim, o deputado federal Silas Câmara (PRB), que fechou aliança com o PSC e terá o coronel da Polícia Militar e ex-comandante do programa Ronda no Bairro, Amadeu Soares, como seu vice.

A desistência do ex-deputado Chico Preto (PMN) em disputar a Prefeitura de Manaus como cabeça de chapa e do apresentador Wilson Lima (PR), que até a última sexta-feira era o candidato a vice de Marcelo Ramos, são as primeiras consequências da reviravolta política que a disputa pela sucessão municipal causou nos bastidores.

O rompimento político entre o prefeito Arthur Neto e o senador Omar Aziz (PSD) embaralhou a conjuntura e fez com que Omar tivesse de escolher, entre os nomes já lançados, em qual plataforma melhor se encaixaria seu projeto para Manaus. Optou por Marcelo Ramos e, para solidificar a aliança, articulou com o candidato e com demais aliados, o nome do deputado Josué Neto, para a vaga de vice-prefeito na coligação.

Polarização

As eleições de 2016 dá mostras de algumas semelhanças com as realizadas em 2012, quando disputaram a cadeira ocupada pelo prefeito Amazonino Mendes (PDT), nove candidatos.

Mesmo tendo nove nomes concorrendo à cadeira do Executivo municipal em 2012, a disputa eleitoral ficou claramente polarizada entre os então candidatos, Arthur Neto e a senadora Vanessa Grazziotin, num clássico embate entre o PSDB e PCdoB/PT.

Os protagonistas desta vez são responsáveis por uma das maiores reviravoltas políticas dos últimos anos, em que uma aliança inimaginável entre o prefeito de Manaus, Arthur Neto, e o senador Eduardo Braga aconteceu, nascendo dessa “união” a candidatura a vice do deputado federal Marcos Rotta na chapa com Arthur.

Rotta, que passou todo o período de pré-campanha calado e agindo nos bastidores, tentando fortalecer seu nome, teve que adiar o desejo de sair candidato cabeça de chapa para dar vazão a um projeto maior, defendido pela dupla Arthur e Braga, como mais importante para os interesses de Manaus.

Por outro lado, surge uma frente de partidos em torno de Marcelo Ramos e Josué Neto, que entrou no páreo nos últimos minutos das convenções.

Ramos traz consigo o feito de ter provocado um histórico segundo turno nas eleições para governador em 2014, quando ficou em terceiro lugar na disputa.

Mas, no bojo dessa campanha, aparecem candidatos com muita densidade eleitoral, a exemplo de Henrique Oliveira e Hissa Abrahão e experientes na gestão municipal, como Serafim Corrêa, além de Silas Câmara, que possui um eleitorado fiel.

Por Valéria Costa

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