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Com máscaras, milhares marcham contra a presidente na Coreia do Sul

O protesto deste sábado foi organizado por grupos cívicos, trabalhistas e de agricultores - foto: reprodução/Internet

O protesto deste sábado foi organizado por grupos cívicos, trabalhistas e de agricultores – foto: reprodução/Internet

Milhares de sul-coreanos, muitos deles com máscaras brancas no rosto, marcharam neste sábado (5) em Seul, capital do país, contra a presidente conservadora Park Geun-hye.

Park comparou os manifestantes mascarados a terroristas após uma marcha no mês passado ter acabado em confrontos com a polícia.

O protesto deste sábado foi organizado por grupos cívicos, trabalhistas e de agricultores contra o que consideram recuos nas condições de trabalho e liberdades políticas e pessoais sob o governo Park.
Segundo a polícia, 14 mil participaram do manifesto.

A polícia havia proibido a marcha, alegando questões de segurança pública. Uma corte local, contudo, derrubou o veto na quinta-feira (3), atendendo pedido dos organizadores e alegando que o veto era uma violação ao direito de assembleia.

Os manifestantes carregavam placas e faixas com pedidos pela renúncia de Park e o fim das mudanças nas leis trabalhistas. Muitos usaram máscaras brancas.

A marcha seguiu trajeto semelhante ao protesto de três semanas atrás que levou 70 mil às ruas de Seul, o maior em uma década. Essa, contudo, acabou em confronto com a polícia e feridos. Neste sábado, os manifestantes foram até uma área próxima ao hospital onde o agricultor Baek Nam-gi, 69, está internado após cair e bater a cabeça ao ser atingido por um canhão de água.

Park rebateu as críticas de uso abusivo de força pela polícia no protesto de 14 de novembro, comparou os manifestantes mascarados a terroristas e pediu uma lei que proíba manifestantes de cobrir o rosto. “Não é assim que o Estado Islâmico faz as coisas agora? Escondendo seu rosto?”, questionou.

Grupos trabalhistas têm denunciado o governo por tentativas de mudar as leis trabalhistas para dar mais liberdade às companhias na demissão de funcionários e contratações irregulares. Já os agricultores criticam o acordo de livre comércio assinado com a China, que deve derrubar o preço do arroz importado.

Por Folhapress

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