Cultura

Com iniciativa do Casarão de Ideias, Corpo de Dança do Amazonas se apresenta no Recife

Intitulada “Um Norte que Dança”, a iniciativa contará com a apresentação dos espetáculos “Cabanagem”, “A Sagração da Primavera” e “Milongas” - foto: divulgação

Intitulada “Um Norte que Dança”, a iniciativa contará com a apresentação dos espetáculos “Cabanagem”, “A Sagração da Primavera” e “Milongas” – foto: divulgação

Como parte do projeto Intercâmbios e Difusões Amazônicas, o Casarão de Ideias promove a apresentação de três obras do repertório do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) na cidade de Recife, de 14 a 23 de julho, no teatro Caixa Cultural. Intitulada “Um Norte que Dança”, a iniciativa contará com a apresentação dos espetáculos “Cabanagem”, “A Sagração da Primavera” e “Milongas”.

De acordo com o diretor do CDA, Getúlio Lima, todos os três trabalhos possuem um apelo popular forte. “Acredito que a empatia se dará pela preferência de cada pessoa que assistir aos espetáculos. Quem gosta de algo mais atual vai apreciar ‘Cabanagem’, quem gosta de algo mais identitário/regional vai curtir ‘Sagração da Primavera’ e quem gosta de uma dança mais virtuosística vai curtir ‘Milongas’. Tem para todos os gostos, mas a qualidade é presente em todos os trabalhos propostos pelo CDA”, garantiu.

Todas as produções fazem parte do repertório do grupo amazonense há alguns anos. Segundo o gestor do CDA, todo espetáculo passa por algum tipo de mudança quando acontece uma remontagem, e isso se dá pela mudança de elenco, maturidade dos intérpretes que já dançaram a obra anteriormente, readaptação para atender as necessidades de tempo e espaço de cada apresentação.

“São inúmeros fatores que determinam mudanças, mas o principal fator é a natureza da linguagem artística dança: ela acontece em eventos únicos, é efêmera, por mais que se repita o programa não será mais a mesma dança”, complementou.

Sobre o Intercâmbios e Difusões Amazônicas, o artista acredita que a relevância do projeto está na possibilidade de fazer produções do Amazonas escoarem para outros Estados brasileiros.

“É poder viabilizar a circulação de espetáculos ou produtos artísticos que são feitos aqui. Ainda temos dificuldade com a visibilidade daquilo que é produzido aqui pela distância que temos do resto do país, tornando muito dispendioso qualquer projeto de circulação”, justificou.

Criado em 1998 pelo governo do Estado do Amazonas para compor os corpos artísticos do Teatro Amazonas, o CDA conta com 16 integrantes e uma programação artística intensa, com repertório que exalta a diversidade cultural local por meio da pluralidade da dança contemporânea.

Os programas acontecem em duas semanas: de 14 a 16 (“Cabanagem” – 14, “A Sagração da Primavera” – 15 e “Milongas” – 16) e de 21 a 23, seguindo a mesma ordem de apresentação, sempre às 20h.

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