Política

Com fragilidade da base, Dilma decide assumir protagonismo em articulação

 

Com dificuldades de restabelecer a fidelidade da base aliada no Congresso Nacional, que manteve nesta semana os vetos presidenciais com margens bastante estreitas, a presidente Dilma Rousseff decidiu mudar estratégia de articulação política e assumir protagonismo no diálogo com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

A avaliação da petista é de que de que não tem surtido o efeito desejado a atuação dos ministros da sigla junto às bancadas federais em projetos de interesse do governo federal, uma vez que o diagnóstico do Palácio do Planalto é de que nem eles contam com respaldo interno dentro de seus próprios partidos, como é o caso do PP e do PTB.

Para mudar o quadro de instabilidade e tentar acelerar a tramitação das medidas do ajuste fiscal, a presidente informou ao seu núcleo duro que repetirá estratégia adotada em agosto, quando se agravou a ameaça de um pedido de impeachment contra o seu mandato, e se reunirá pessoalmente com partidos da base aliada.

A vitória apertada na manutenção do veto presidencial sobre o reajuste do Poder Judiciário irritou o Palácio do Planalto. O mapeamento feito pelo governo federal apontou traições acima do que era esperado de siglas da base aliada como PDT, PP, PTB e PSD.

Nos encontros, a intenção da presidente é cobrar apoio dos deputados e senadores de siglas que foram contempladas com cargos de primeiro escalão na última reforma ministerial e tentar convencê-los da necessidade de aprovação da recriação da CPMF, cuja expectativa do Palácio do Planalto é aprová-lo até julho.

No primeiro passo da nova estratégia, a petista marcou um jantar na quarta-feira (18) com o PDT. Com a extensão da votação dos vetos presidenciais, no entanto, ela decidiu adiar o encontro com receio de que a saída dos deputados federais do plenário pudesse contribuir com uma derrota.

A petista sugeriu um almoço nesta quinta-feira (19), mas a bancada federal do PDT preferiu deixar o encontro para a semana que vem, quando a petista pretende também se encontrar com o PP e o PSD.

O Congresso Nacional barrou os principais itens da chamada pauta-bomba, mas as votações expuseram a fragilidade da base governista e indicam que a presidente encontrará grandes obstáculos à sua tentativa de reequilibrar as contas do governo federal.

As votações mostraram traições generalizadas do PMDB, PSD, o PP, PDT, PRB e PTB. Houve defecções até mesmo na bancada do PT, partido da presidente.

 

Por Folhapress

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