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Com casa cheia, seleção feminina fecha participação de Manaus nas Olimpíadas

Marta e companhia, encerra sua participação na primeira fase do torneio feminino de futebol dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro nesta terça-feira - foto: Ricardo Oliveira

Marta e companhia encerram sua participação na 1° fase do torneio feminino de futebol da Rio 2016, hoje- foto: Ricardo Oliveira

Embalada por duas vitórias consecutivas, incluindo a goleada de 5 a 1 na Suécia, a Seleção Brasileira, de Marta e companhia, encerra sua participação na primeira fase do torneio feminino de futebol dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro nesta terça-feira (9), às 21h (de Manaus), quando encara a África do Sul na Arena da Amazônia Vivaldo Lima completamente lotada, já que todos os ingressos para a partida se esgotaram na última sexta-feira (5).

As brasileiras, com seis pontos no grupo E, já estão asseguradas nas quartas de final e dependem de um simples empate para garantiram a primeira posição sem depender de qualquer outro resultado. Porém, a ordem é tentar manter os 100% de aproveitamento. Já as sul-africanas perderam os dois jogos, sendo o mais recente por 2 a 0 para a China, e ainda não pontuaram na competição. Necessitam de um triunfo para tentarem avançar como uma das duas melhores terceiras colocadas.

Com três pontos conquistados cada uma, China e Suécia se enfrentam no mesmo horário, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), em confronto direto pelo segundo lugar.

O técnico do Brasil, Vadão, entende que é fundamental sua equipe entrar com muita seriedade em campo, mesmo já estando classificada. “Vamos a campo em busca de uma vitória e tentando manter o bom nível de atuação. A seleção brasileira sempre tem essa cobrança e essa obrigação. Além disso, em uma competição como os Jogos Olímpicos, disputada em tiro curto, ganhar moral sempre ajuda bastante”, disse.

Para o jogo desta noite o comandante canarinho não contará com a maior artilheira dos torneios olímpicos de futebol (masculino e feminino). A atacante Cristiane, que já marcou 14 gols em Olimpíadas, deixou o campo diante das suecas aos 19 minutos do segundo tempo, depois de sentir um incomodo na coxa esquerda.

“Não vou me aprofundar muito que não é a minha área. Ela está fora desse jogo, mas nós ainda vamos dar um tempo maior para que a gente refaça o exame médico. Fizemos aqui, muito cedo, mas fizemos, e esperamos fazer novamente um outro em Belo Horizonte. Depois disso é que será avaliado com mais calma. Nós estamos otimistas, a atleta também, mas a gente depende do segundo exame”, explicou Vadão, ao antecipar que a atacante Debinha irá ocupar a vaga da camisa 9 e despistando sobre a possibilidade de poupar mais jogadoras.

De acordo com Vadão, a comissão técnica da seleção brasileira comemorou o fato de jogar em Manaus pelos Jogos Olímpicos, principalmente pelo fato da cidade ter batido todos os recordes de público da modalidade durante campeonatos nacionais disputados neste ano. Além disso, ajuda a descentralizar o futebol feminino das regiões Sul e Sudeste.

“Quando saiu a tabela e caiu em Manaus o terceiro jogo, eu achei importantíssimo para o futebol feminino a gente vir jogar aqui, porque a resposta no Campeonato Brasileiro, o maior público foi aqui, a resposta foi muito positiva. Eu acho que nós temos de expandir rapidamente isso, só que essa expansão se joga nas costas dessa seleção que está jogando porque precisa da medalha de ouro para expandir. Diferentemente dos outros países, a gente começa no Brasil a casa pelo telhado, a gente não começa pelo alicerce”, lamentou o comandante canarinho.

Calor

Questionado sobre o fator clima, Vadão admitiu que a equipe deve encontrar dificuldades dentro de campo por conta do calor, mas dá a receita para minimizar os efeitos da alta temperatura.

“É lógico que atrapalha, você tem que ter uma hidratação. A gente sabe que além do calor tem a umidade, então a gente sabe que o calor daqui é fortíssimo, e isso, obviamente, tem um desgaste muito maior, por isso que nós temos que hidratar muito. As adversárias também sentem, nós também sentimos. É um calor diferente, embora o jogo seja a noite, ameniza um pouco, mas essa umidade e esse calor vai permanecer mesmo o jogo sendo a noite”, comentou o técnico da seleção feminina.

Assim como nos outros jogos disputados pelas meninas nessas Olimpíadas, a Arena da Amazônia deve ter capacidade máxima no jogo desta terça-feira. O apoio do torcedor tem sido marcante, diferentemente do que tem acontecido com a seleção brasileira masculina. Para Vadão, comparar as seleções de futebol não contribui com a evolução do esporte no Brasil.

“Nós não podemos ficar comparando porque essa comparação não vai nos levar a nada. Masculino é uma coisa e feminino é outra, embora ambos sejam futebol. Nós não podemos pegar amanhã a Marta para competir com o Neymar, nós não podemos pegar o futebol feminino para competir com o masculino. Essa comparação não é saudável para nós. Eu acho que essa comparação está crescendo muito e ela não é saudável para o futebol brasileiro”, pontuou Vadão.

África do Sul

Pelo lado da África do Sul, a técnica Vera Pauw usa o espírito olímpico para motivar suas atletas.

“Sabemos que enfrentar a seleção brasileira na casa dela não é uma das tarefas mais tranquilas de serem executadas. Ainda mais quando o Brasil conta com jogadoras que podem desequilibrar o jogo a qualquer momento. Minhas atletas sabem do tamanho do problema que terão pela frente, mas sabem como é muito importante lutar com todas as forças para atingir os objetivos, pois ninguém pode lutar por nós mesmas. Temos um compromisso de brigar pela classificação até ser possível e vamos seguir batalhando”, disse Vera, que não tem problemas para montar sua equipe e manterá a base que vem atuando.

A técnica da África do Sul, declarou que enfrentar o time brasileiro será muito difícil, ainda mais após vitória do time canarinho. Sobre o calor, a comandante sul-africana

Afirmou que o clima local não será um problema. “O clima não será um problema para nós, pois tivemos dois dias para nos habituar as temperaturas locais e ter um processo de climatização antes da disputa. Sabemos que o clima de Manaus é muito diferente do nosso, mas não será nossa principal preocupação”, declarou.

 

Ficha Técnica

África do Sul X Brasil 

Local: Arena da Amazônia Vivaldo Lima, em Manaus (AM)

Horário: 21h (de Manaus)

Árbitro: não divulgado pela organização

África do Sul: Roxanne Barker, Lebohang Ramalepe, Nothando Vilakazi, Noko Matlou e Janine Van Wyk; Mamello Makhabane, Stephanie Malherbe, Linda Mothalo e Refiloe Jane; Jermaine Seoposenwe e Thembi Kgatlana

Técnico: Vera Pauw

Brasil: Bárbara, Poliana, Rafaelle, Mônica e Tamires; Thaisa, Formiga e Marta; Andressa Alves, Débora e Beatriz

Técnico: Vadão

Por André Tobias, Wal Lima e Agências

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