Política

Com baixa adesão, manifestantes protocolam pedido de impeachment

Os participantes carregavam faixas pedindo o impeachment e entoavam cantos contra o PT - foto: Agência Brasil

Os participantes carregavam faixas pedindo o impeachment e entoavam cantos contra o PT – foto: Agência Brasil

Com a adesão mais baixa dos protestos ocorridos neste ano contra a presidente Dilma Rousseff, cerca de 400 manifestantes, na estimativa da Polícia Militar, participaram de marcha pelo impeachment nesta quarta-feira (27) em Brasília e protocolaram no Congresso Nacional um pedido formal de afastamento da presidente.

Capitaneados pelo MBL (Movimento Brasil Livre), que iniciou uma marcha desde São Paulo em 24 de abril como preparação para o protesto de hoje, o protesto em Brasília saiu do Parque da Cidade por volta das 10h30 até o gramado do Congresso às 14h.

Os participantes carregavam faixas pedindo o impeachment e entoavam cantos contra o PT. Ao chegar no Congresso, porém, houve desentendimentos com um outro grupo de manifestantes, defensores da intervenção militar, mas sem tumultos.

Os coordenadores do MBL foram recebidos na rampa do Congresso por líderes da oposição na Câmara e no Senado, que os conduziram até a sala do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), onde protocolaram o pedido de impeachment. Uma ausência notada por eles foi do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que recentemente anunciou recuar da intenção de tentar o impedimento da presidente.

A reunião com Cunha durou cerca de meia hora. Os participantes da reunião afirmam que ele se comprometeu a analisar “tecnicamente” a solicitação de impeachment.

Oposicionistas elogiaram a iniciativa do grupo. “Hoje é uma data importantíssima, em que o parlamento recepciona os movimentos de rua trazendo insatisfação contra o governo”, disse o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), que divergiu de Aécio internamente e defende o afastamento da presidente.

Um dos coordenadores do MBL, Renan Santos, disse que o pedido foi bem recebido por Cunha. Segundo ele, a principal argumentação para o afastamento é a questão das “pedaladas fiscais” e o pedido é baseado em pareceres de juristas famosos, como Ives Gandra Martins.

Cunha já afirmou publicamente diversas vezes não ver motivos, até o momento, para o afastamento de Dilma. Como presidente da Câmara, cabe a ele dar ou não prosseguimento aos pedidos, mas ainda teriam que ser apreciados pelo plenário.

Na terça (26), os partidos de oposição já haviam protocolado na PGR (Procuradoria-Geral da República) uma representação contra Dilma por causa das pedaladas -manobras realizadas pelo Tesouro com dinheiro de bancos públicos federais para diminuir artificialmente o déficit do governo.

Protestos anteriores

Na rua, porém, a adesão foi muito menor do que os protestos anteriores em Brasília, que haviam ocorrido em dias de domingo.

Em 12 de abril, a PM havia estimado 25 mil pessoas em um protesto contra Dilma. A maior foi em 15 de março, que reuniu entre 45 mil e 50 mil, para a PM.

Enquanto os coordenadores do MBL entraram, outros manifestantes permaneceram com faixas e gritos de protesto no gramado do Congresso. Policiais fizeram um cordão de isolamento, mas não houve nenhum atrito entre os grupos.

 

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir