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Com arrecadação abaixo das despesas, Arena da Amazônia pode ser alugada para ensaios fotográficos

A renda arrecadada está sendo utilizada para auxiliar na manutenção do estádio- foto: Ricardo Oliveira

A renda arrecadada está sendo utilizada para auxiliar na manutenção do estádio- foto: Ricardo Oliveira

O local já foi palco de Copa do Mundo e agora pode compor o cenário para ensaios fotográficos de casamentos, noivados, aniversários… Os fãs de futebol que desejarem ter a Arena da Amazônia Vivaldo Lima como parte integrante de seu book já têm essa possibilidade. A Fundação Vila Olímpica (FVO), responsável pela administração da praça esportiva, publicou portaria no Diário Oficial do Estado, estabelecendo o valor de R$ 400 para quem quiser usar o local.

A renda arrecadada está sendo utilizada para auxiliar na manutenção do estádio, avaliada em R$ 600 mil mensais, e que vem sendo custeada pelo governo do Estado.

De acordo com o diretor- presidente da FVO, Aly Almeida, foi realizada uma pesquisa para se estimar o valor a ser cobrado nos ensaios fotográficos. Ele explicou que Manaus é o local com a tarifa mais em conta do Brasil. “A procura por um ensaio fotográfico é a maior que temos pela Arena hoje”, revelou.

Almeida explicou ainda que nas demais arenas do país, o valor pago pelos fotógrafos dá direito de permanecer somente por duas horas e não podem pisar no gramado. Já na Arena da Amazônia não é feita esta restrição. “Fizemos uma pesquisa nas arenas do Brasil. Todas elas cobram. A nossa arena é a mais barata, cobra apenas uma taxa de R$ 400. O Maracanã cobra R$ 3 mil, o Mineirão R$ 790 para um ensaio de duas horas. O fotógrafo é um profissional. Os books custam em média R$ 2,5 mil. Então, porque a Arena tem que sair de graça se ele está ganhando? Os ensaios fotográficos não são filantrópicos”, ressaltou.

Desde a construção em 2014, com exceção dos jogos da Copa do Mundo, o estádio já recebeu 30 eventos. De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, o local é aberto para visitação gratuita de escolas públicas. Já para as visitas guiadas a turistas e público em geral, é cobrada uma taxa de R$ 10.

“Tudo ajuda na manutenção. A Arena tem dificuldades de trazer os jogos para cá. As despesas com uma série A são caríssimas para vir para Manaus. Para qualquer outro lugar, (os times) cobram, no máximo, R$ 500 mil. Em Manaus é acima de R$ 1 milhão”, afirmou.

Contudo, o aluguel do espaço com jogos e eventos ainda não arca com os valores de manutenção. “Não está dando e não vai dar. Essa pergunta não tem que existir mais. Se o Maracanã está no vermelho, o Mineirão está no vermelho, porque nós não estaríamos? Onde está o futebol brasileiro? Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O futebol brasileiro está no Amazonas? Já esteve? Não. Antes da Copa, o futebol amazonense já estava no buraco da Série D”, falou, irritado.

Ele defendeu ainda que cabe aos clubes e à federação local fomentar o futebol. “Onde as federações treinam? Aqui dentro. Quanto eles pagam? Zero. Quem faz a manutenção das instalações que as federações usam? A gente faz tudo. Para eles existirem damos toda condição. Essa é a obrigação da FVO. A obrigação da FVO não é colocar gente na arena, não é fazer contrato com a arena. Não somos empresa de eventos. A FVO é fundação do governo. Quem tem que fazer isso é o empresário, quem traz jogo é o empresário”, finalizou.

Por Ive Rylo

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