Eleições 2016

Com apenas 30 segundos de TV, Queiroz diz que sua campanha será nas ruas; olho no olho com o eleitor

Com aproximadamente 4.500 filiados em todo o Amazonas, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) apresenta candidatos a prefeito em cinco municípios do Amazonas, incluindo Manaus, onde o candidato Marcos Queiroz, conhecido apenas por ‘Queiroz’, aparece na disputa pela coligação ‘Manaus por nós: construindo o poder popular’. A coligação ainda apresenta para a capital amazonense 45 candidatos a uma vaga na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Em entrevista a uma rádio local, na manhã desta quinta-feira (18), Queiroz – que preside o Psol estadual – relembrou a trajetória política iniciada nos movimentos estudantis na década de 90 e as últimas eleições disputadas por ele, onde concorreu ao cargo de senador, levando 11.234 votos.

“Trabalhei minha última campanha com apenas R$ 1.500 e o resultado me permitiria ganhar com folga uma eleição para vereador, mas acatei a decisão do partido em lançar minha candidatura para prefeito de Manaus”, disse o candidato.

Para a disputa deste ano, o prefeiturável afirma que o valor estimado para trabalhar a campanha gira em torno de R$ 100 mil, provenientes de doações voluntárias. Na TV, Queiroz vai ter 30 segundos para transmitir aos eleitores as propostas de governo.

“Quem tem mais tempo pode falar alguma bobagem. Nossa campanha será nas ruas, olhando as pessoas nos olhos e apresentando propostas reais. Vamos fazer uma oposição real há um grupo que domina o Estado há 40 anos e que vem apresentando várias candidaturas com carinhas novas e que não significam uma nova política”, ressaltou o candidato.

Programa de governo

Ainda durante a entrevista, Queiroz falou que o programa elaborado num período de quatro meses pela coligação conforme discussões com as comunidades e os movimentos sociais de Manaus e é baseado no que ele caracteriza como “cinco eixos”: gestão popular, reforma urbana, educação por emancipação, saúde preventiva e esporte, cultura e lazer.

De acordo com Queiroz, as bases do programa referem-se à autonomia do professor nas escolas municipais, reconstrução das casinhas de saúde e geração de emprego.

“No finalzinho dos anos 80 fui ambulante. Sei como é ser perseguido e tratado como criminoso. A ocupação urbana tem regras e precisamos estabelecer diálogos com os ambulantes e não tratá-los como bandidos porque, em uma época de crise, precisamos criar alternativas e o emprego informal é uma das soluções que o cidadão encontra”, declarou Queiroz.

Por equipe EM TEMPO online

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