Economia

Com alta do tomate, manteiga e feijão, preço da cesta básica de Manaus volta a crescer

O tomate foi o produto com a maior alta no período, 20,28% -  foto: Ione Moreno

A redução da oferta do tomate foi um fator que contribuiu para a elevação do preço – foto: Ione Moreno

No mês de julho, os manauaras pagaram R$ 20,22 a mais pelos 12 itens que compõem a cesta básica, em ralação a junho. O valor corresponde a um aumento de 5,27% se comparado ao mês anterior, onde os produtos custavam R$ 384. Tomate, feijão, manteiga, banana, arroz e leite são os itens que sofreram reajuste, causando o aumento no percentual.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento no valor total da cesta básica só não foi maior devido à diminuição do valor da carne, que baixou em 2,36%, passando a custar R$ 93,20 – para 4,5 quilos.

O tomate foi o produto que apresentou maior alta no mês (15,83%), seguido do feijão (13,68%), da manteiga (12,20%), da banana (6,71%), do arroz (4,09%), do leite (3,86%), do pão (0,92 %) e do café (0,73%).

Em junho, o tomate apresentou queda de 5,33% e, segundo o Dieese, o motivo para a elevação do preço foi a redução da oferta devido à lenta maturação do produto por causa do clima ameno no Sudeste. O Departamento ainda afirma que o feijão vai seguir aumentando por causa do “clima instável, da redução de áreas plantadas e demanda aquecida”.

“O tomate é um dos produtos mais voláteis. Ora está ao lado dos itens mais baratos, ora dos mais caros”, disse o supervisor técnico do Dieese, Inaldo Seixas.

Custo

Com a cesta valendo R$ 404,22, Manaus saiu da 19ª posição para a 15ª dentre as 27 cidades onde a pesquisa é realizada.

Para esse valor, o custo de uma cesta básica para uma família composta por dois adultos e duas crianças foi de R$ 1.212,66 no mês de julho. Assim, seria necessário que o trabalhador manauara recebesse um salário mínimo no valor de R$ 3.992,75, quase cinco vezes mais que o piso vigente.

“Já tivemos cestas mais caras. Mas é sempre preocupante um aumento, ainda mais tão significativo quanto o desse mês, porque faz com que o trabalhador dedique maior parte da renda para este consumo e ainda há os investimentos em saúde, educação e outros”, comentou Seixas.

Por equipe EM TEMPO online

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