Economia

Com a crise, Aficam pode encerrar as atividades

O fechamento da instituição vai depender da atuação do PIM – Divulgação

Segundo o presidente da entidade, Cristóvão Marques, a baixa produção das empresas instaladas no polo fabril de Manaus seria um dos principais motivos para o fechamento das portas. A titular da Suframa, Rebecca Garcia, afirma não ter sido notificada da decisão

Em atuação há 31 anos, a Associação dos Fabricantes de Bens de Informática e Componentes da Amazônia (Aficam) deverá encerrar suas atividades no Estado. O motivo, segundo representantes da associação, seria uma piora nas atividades do Polo Industrial de Manaus (PIM) e os diversos impostos e taxas que são criados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

A associação sempre atuou junto ao complexo fabril local ajudando a consolidar empresas que atuam no PIM, viabilizando novos investimentos, ampliando na região empregos, renda e desenvolvimento. De acordo com o presidente da associação, Cristóvão Marques, o fechamento da instituição vai depender da atuação do PIM, que, segundo ele, está “quebrado e fechando as portas”.

O dirigente do Aficam explicou ainda que a associação aguarda uma melhoria do PIM, mas a expectativa é bastante ruim. Atualmente, a Aficam tem pouco mais de 20 associados e, com o encerramento das atividades, haverá um total de 500 demissões. “A criação de impostos e taxas são motivos que vem prejudicando o cenário econômico e impossibilitando a atuação da entidade”, afirmou.

Entendimento

A superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, explicou que não foi notificada oficialmente sobre o encerramento da Aficam. Segundo ela, é preciso haver um entendimento sobre os reais motivos para o término das atividades

Para Rebeca, o enfraquecimento na economia não poderia ser o motivo, pois o Estado já viveu situação bem piores, quando na década de 1990 o PIM chegou a ter 30 mil empregos, e hoje os números chegam a 85 mil, ou seja, quase 55 mil vagas de trabalho a mais. “Deve haver um motivo interno. Na dificuldade, essas instituições são fundamentais”, disse.

Henderson Martins

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