Economia

Codam critica a demora para aprovação de PPBs

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A superintendente da Suframa Rebecca Garcia afirmou que o momento é de ter maior dedicação com os PPBs para que mais projetos sejam aprovados ao decorrer do ano, gerando emprego. foto: divulgação

A demora para a aprovação dos Processos Produtivo Básico (PPBs), que são essenciais para a Zona Franca de Manaus (ZFM), foi duramente criticada ontem (25) durante a 260º reunião do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam).

Representantes do Codam não pouparam críticas ao governo federal e defenderam maior autonomia para que o Estado tenha participação mais ativa na aprovação dos PPBs para atrair mais empresas para o Polo Industrial de Manaus (PIM).

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a queda da mão de obra no PIM e os problemas enfrentados para adquirir novos investidores ocorrem em decorrência de ações do governo federal, que trata com descaso as questões dos investimentos e acumula burocracias, dificultando a entrada de uma nova empresa no Estado.

“Vamos inverter o jogo para atrair os investidores, dando autonomia ao governo do Estado para que os PPBs sejam aprovados no Amazonas e não em Brasília”, defendeu.

A superintendente da Suframa Rebecca Garcia afirmou que o momento é de ter maior dedicação com os PPBs para que mais projetos sejam aprovados ao decorrer do ano, gerando emprego.

Por sua vez, o secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplan-CTI), Thomaz Nogueira, afirmou que o governo vai concentrar todos os esforços para tornar mais eficientes, seguras e eficazes as operações das empresas que buscam instalar seus projetos no Amazonas.

A revisão dos incentivos fiscais, iniciada no último dia 11, com a instalação de uma comissão especial de técnicos do governo, se fazia necessária, segundo Nogueira, frente às mudanças no cenário econômico do País e do Amazonas.

 

Projetos

O Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) aprovou 26 novos projetos de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), na manhã de ontem (25), com a estimativa de que sejam geradas 830 vagas de empregos para os próximos três anos.

Os projetos aprovados na 260º reunião do Codam representam um investimento de R$ 493 milhões que são divididos entre 16 projetos de ampliação, sete de implantação e três de atualização. Apesar de ter um pequeno crescimento no número de projetos em relação ao mesmo período de 2015 – quando os foram aprovados 24 -, a mão de obra diminuiu, pois no ano passado foram geradas 1.704 vagas de emprego com a aprovação dos mesmos. O destaque para as aprovações desta reunião foi para três projetos de diferentes empresas para a fabricação de lâmpada LED, com o investimento superior a R$ 17 milhões.

Ainda que as previsões econômicas não apontem para uma rápida melhora no cenário financeiro, as autoridades dos órgãos estaduais do Amazonas pregam que a Zona Franca de Manaus (ZFM) ainda é um atrativo para novos investidores. “O PIM continua competitivo e ainda é o melhor porto de entrada para o mercado brasileiro. Não devemos ficar de cabeça baixa para a crise”, disse Thomaz Nogueira.

 

Por Asafe Augusto

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