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Codajás puxa queda de produção do açaí no país

A famosa 'Terra do Açai' perdeu o primeiro lugar no ranking de municípios produtores de açaí, segundo dados do IBGE – foto: divulgação

A famosa ‘Terra do Açai’ perdeu o primeiro lugar no ranking de municípios produtores de açaí, segundo dados do IBGE – foto: divulgação

O município de Codajás (a 240 quilômetros de Manaus) foi o maior responsável pela queda da produção de açaí no Brasil, no período de 2014 em relação a 2013, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Da baixa nacional de 2%, a cidade foi responsável por 43% do volume de queda. Conhecido no Amazonas como a “Terra do Açaí”, o município deixou a liderança do ranking nacional, que foi tomado por Limoeiro do Ajuru, no Estado do Pará.

De acordo com o supervisor de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Jacques, influenciada negativamente pela grande cheia de 2014, a produção de açaí, em Codajás, foi 1.750 toneladas menor em relação a 2013. Depois de produzir 26.750 toneladas há dois anos, a produção do município caiu para 25 mil toneladas.

Com uma diferença de 1.500 toneladas a mais sobre Codajás, a cidade paraense Limoeiro do Ajuru tomou a ponta do ranking nacional após sua produção crescer apenas 250 toneladas em 2014. Em 2013 o município produziu 26.250 toneladas e no ano passado alcançou 26.500 toneladas. “A maioria das culturas amazonense, em 2014, sofreram influência negativa da grande cheia do ano passado”, apontou Jacques.

A produção brasileira de açaí caiu 2%, em 2014, passando de 202,2 mil toneladas produzidas em 2013 para 198,1 mil toneladas, conforme pesquisa IBGE, denominada Produção da Extração Vegetal e Silvicultura (Pevs) 2014. De acordo com ela, o Pará foi responsável por 54% da produção nacional de açaí obtido no extrativismo, e o Amazonas por 33,6%, seguido por Maranhão (7%), Acre (2%), Amapá (1,1%), Rondônia e Roraima (0,9%).

A queda na produção de açaí do Amazonas foi de 7,1% em 2014 (66,6 mil toneladas) ante a de 2013 (71,7 mil toneladas). Apesar da baixa, Jacques avaliou que o Estado manteve um bom nível produtivo, depois de apresentar surpreendente crescimento na produção de mais de 2.000% em 2011 com relação a 2010. “Não foi tão boa quanto em 2013 mais se manteve numa produção de destaque num produto que é quase exclusivo da Região Norte do país”, comentou.

O cálculo do IBGE inclui apenas o produto proveniente do extrativismo. Este segmento no Amazonas mantém Codajás como líder, seguido por Itacoatiara cuja produção de 7.544 toneladas, registrada há dois anos, caiu para 7.500 toneladas.

No rumo contrário, o terceiro município do ranking amazonense, Lábrea, registrou crescimento de 460 toneladas. Saiu das 3.040 toneladas para 3.500 toneladas. Da mesma forma Manacapuru registrou crescimento na produção de 2.220 toneladas para 2.600 toneladas. Segundo Adjalma, o quinto município do ranking amazonense, Manicoré registrou queda de 2.530 toneladas para 2.460 toneladas.

Por Emerson Quaresma

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